O que estão compartilhando: pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro lidera corrida presidencial com 68,4% de preferência dos eleitores. Renan Santos tem 20,45%, e Lula aparece com 9,5%.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Publicação no Facebook reproduz enquete online promovida por um blog. Não é um levantamento produzido com a metodologia usada por institutos de pesquisa que cumprem uma série de diretrizes estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Saiba mais: a postagem analisada pelo Verifica soma 28 mil curtidas, 19,7 mil comentários e 1,6 mil compartilhamentos. Promovida pelo perfil Brasil no Trecho, que se apresenta como "blog dedicado aos caminhoneiros", a enquete transcorre em tempo real. A página destaca na área de votação que se trata de uma "enquete informal de participação espontânea; não é pesquisa eleitoral e não possui valor científico". Essa informação não acompanha a postagem que reproduz o resultado.
Como a votação está ativa, os números da enquete mudam conforme o momento da consulta. Os observados pelo Verifica na manhã da terça-feira, 11, eram diferentes dos divulgados na postagem que circula nas redes sociais desde 4 de agosto. Renan Santos (Missão) liderava com 59,4%, Flávio (PL) tinha 34,5% e Lula (PT) contava com 5,1%. O painel para escolha conta com 14 candidatos à Presidência, um a mais do que os 13 definidos pelas convenções partidárias. Apresenta entre eles nomes que não concorrerão, caso de dois pré-candidatos do Democracia Cristã (DC), Joaquim Barbosa e Aldo Rebelo, e dos representantes do Mobiliza, Cabo Daciolo, e PRTB, Heró Bezerra. O DC lançou a candidata Clariana Barão, enquanto o PRTB optou por Leonardo Avalanche. Eles não estão listados na enquete.
Lula lidera corrida presidencial nas pesquisas oficiais
Em recentes pesquisas eleitorais divulgadas, Flávio Bolsonaro não lidera em nenhum cenário. O levantamento do BTG/Nexus divulgado na segunda-feira,10, mostrou na projeção de um eventual segundo turno Lula com 47% e Flávio alcançando 44%.
De acordo com Genial/Quaest, em 5 de agosto, Lula liderava por 44% a 39%. A Atlas/Bloomberg divulgou em 29 de julho que o placar favorável ao atual presidente seria de 49,2% a 42,9%.
De acordo com a resolução 23.747 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinada em 26 de fevereiro de 2026 pelo ministro Nunes Marques, presidente do órgão, todas as entidades e empresas que realizam pesquisas de opinião pública relativas às eleições de 2026 devem registrar o levantamento junto à Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar ou não os resultados. São exigidas informações como: quem contratou a pesquisa; valor e origem dos recursos; metodologia e período de realização; plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro.
A promoção e divulgação de enquetes ou sondagens como a analisada pelo Verifica não é irregular se for feita até o dia 15 de agosto. O TSE determina que, após essa data, "é vedada, a realização de enquetes relacionadas ao respectivo processo eleitoral". O dispositivo segue determinação da lei 9.504, sancionada em 13 de novembro de 1997, que estabelece as normas para as eleições.
Neste vídeo do TSE é explicada a diferença entre pesquisa e enquete eleitoral. A proibição de enquetes em período eleitoral visa impedir que elas possam confundir as pessoas ao dar a impressão de refletir a vontade do eleitorado sem base estatística nem científica.
Esta alegação também foi checada por Aos Fatos.
Postagem tira número de eleitores de contexto para dizer que 'mortos e crianças' votam na Bahia
Confira a checagem do debate da Band entre candidatos ao governo de São Paulo
Pesquisa aponta que 74% dos eleitores de Flávio Bolsonaro têm desconfiança sobre urnas eletrônicas