O ministro do STF Alexandre de Moraes negou, neste sábado, 8, o pedido dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar da visita dos filhos no Dia dos Pais, que será celebrado amanhã, dia 9.
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Na decisão, Moraes disse que o pedido estava "prejudicado", já que, "salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas" até o final da semana que vem. A medida havia sido determinada pelo ministro após Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho e candidato a presidente, ter lido uma carta do pai em live.
A defesa alegava o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pedia a restituição das visitas de Carlos Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro (PL) e Flávio para "preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos". Eduardo Bolsonaro não consta na lista, já que está autoexilado nos Estados Unidos.
Proibição
Bolsonaro está cumprindo no próprio domicílio, em Brasília, a pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Ele não pode receber visitas de caráter "político-eleitoral" por ordem do ministro do STF até o final das eleições de 2026.
Na sua última visita ao pai, Flávio divulgou uma carta do ex-presidente pedindo votos para sua candidatura.
Na visão de Moraes, o ocorrido configurou um desvio de finalidade do direito de visita e um descumprimento da proibição do uso das redes sociais por Bolsonaro. Com isso, em 17 de julho, Flávio teve as visitas ao pai suspensas por três meses.
Ao barrar as visitas de Flávio, Moraes proibiu também a divulgação de manifestos político-eleitorais, "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado" e ameaçou com a possibilidade de "adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado".