Não há registro de que Sóstenes Cavalcante tenha dito que mulher 'vota mal'

POSTAGENS ALEGAM FALSAMENTE QUE DEPUTADO BOLSONARISTA TERIA DEFENDIDO 'REPENSAR' O VOTO FEMININO

7 ago 2026 - 11h01

O que estão compartilhando: que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) teria dito que é preciso "repensar o voto feminino", sob justificativa de que "mulher vota com emoção" e, por este motivo, votaria "mal".

É falso que Sóstenes Cavalcante tenha dito que mulher ‘vota mal’
É falso que Sóstenes Cavalcante tenha dito que mulher ‘vota mal’
Foto: Reprodução/Threads / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Não há registros de que o deputado tenha declarado ser contrário ao voto feminino, nem dito que mulheres votam "mal". As publicações são ilustradas com uma entrevista de Sóstenes logo após o Senado reprovar a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF) em abril deste ano.

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Saiba mais: publicações nas redes sociais viralizaram após atribuir uma declaração ao deputado Sóstenes Cavalcante, líder da bancada do PL na Câmara. Os conteúdos alegam que o parlamentar teria criticado o voto feminino, mas isso não é verdade. "Temos que repensar o voto feminino. Mulher vota com a emoção, por isso vota mal", diz o texto sobreposto à imagem. A foto mostra Sóstenes em entrevista, rodeado de microfones de veículos de imprensa como Band, Record e CNN Brasil.

A frase, porém, nunca foi dita publicamente pelo deputado. O Estadão Verifica não identificou nenhuma declaração semelhante do parlamentar em entrevistas ou pronunciamentos. A assessoria de Sóstenes reforçou que a fala atribuída a ele é falsa.

A imagem usada para ilustrar o conteúdo foi extraída de uma entrevista concedida em abril deste ano. É possível perceber que se trata do mesmo momento pela roupa do deputado e pelo cenário da filmagem.

O vídeo original mostra um comentário do deputado sobre a rejeição da indicação de Messias ao STF. Ele disse que o "posicionamento de esquerda" do advogado-geral da União pesou "muito mais do que ele ser evangélico". Veja abaixo.

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Esse boato também foi desmentido pelas agências de checagem Aos Fatos, Reuters Fact Check e AFP Checamos.

Como lidar com postagens do tipo: inventar declarações e atribuí-las a figuras públicas é uma tática comum de desinformação. No caso verificado, se a fala do deputado fosse verdadeira, ela certamente seria repercutida por diferentes jornais do País. Antes de compartilhar uma postagem duvidosa, faça uma pesquisa em fontes confiáveis. A ausência de notícias sobre um assunto pode ser um indício de falsidade.

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