Um casal vai a júri em Porto Alegre acusado de matar por asfixia a jovem Vitória Rodrigues, de 22 anos, e sequestrar seu bebê de três meses, em janeiro de 2024. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi atraída para uma emboscada a fim de que os réus ficassem com a criança. O casal manteve o recém-nascido por seis dias e tentou registrá-lo como próprio. Eles respondem por feminicídio qualificado, sequestro e tentativa de registro falso. O bebê foi resgatado pela polícia.
Um homem e uma mulher acusados de matar Vitória da Silva Saliba Rodrigues, de 22 anos, e sequestrar o filho dela, de apenas três meses, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (26). O crime aconteceu em janeiro de 2024 e, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), teria sido planejado para que os réus ficassem com a criança.
De acordo com a denúncia, Vitória foi atraída pelos acusados com a promessa de participar de um jantar com familiares de um deles. A vítima teria sido levada para uma área isolada, onde foi morta por asfixia.
O MPRS afirma que o homicídio foi cometido com diferentes qualificadoras, entre elas asfixia, dissimulação, dificuldade de defesa da vítima e a intenção de garantir a execução e a impunidade do sequestro do bebê. O crime também é enquadrado como feminicídio.
Após a morte de Vitória, os acusados teriam permanecido com o bebê durante seis dias, apresentando a criança como se fosse filho biológico do casal. A Polícia Civil localizou o menino posteriormente.
Além do feminicídio, os réus respondem pelo sequestro qualificado de menor de 18 anos e pela tentativa de registrar como próprio o filho de outra pessoa. Conforme a acusação, eles chegaram a procurar órgãos públicos e um cartório para tentar obter documentos que sustentassem a falsa filiação.
A acusação será apresentada pelos promotores de Justiça Fernando Freitas Consul e Vinícius de Melo Lima.
Na última semana, familiares de Vitória receberam atendimento da Central de Atendimento às Vítimas do MPRS, o Espaço Bem-me-quer, em Porto Alegre. O serviço ofereceu acolhimento e orientação aos parentes antes do julgamento.