Presidente do STF se diz "plenamente convencido" de que Judiciário está à altura dos desafios no momento

8 set 2026 - 18h19
Resumo
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o Judiciário está à altura dos desafios atuais, defendendo o diálogo em meio à grave crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O conflito começou após Mendonça divulgar mensagens de um banqueiro ligadas a Moraes, que rebateu acusando o colega de atuação irregular. A tensão escalou com a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, intensificando a crise institucional na Corte.

O presidente do Supremo ‌Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse nesta terça-feira estar convencido de que o Judiciário está à altura dos desafios que se colocam e afirmou que o contexto atual pede "diálogo permanente". 

"Estou plenamente convencido de ⁠que o Poder Judiciário brasileiro está à altura ‌dos desafios que se lhe apresentam no momento contemporâneo", disse o presidente do STF. 

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As declarações ‌de Fachin foram dadas em ‌evento do Conselho Nacional de Justiça ⁠com o colégio de corregedores e corregedoras da Justiça do Brasil e não fizeram referência direta a qualquer tema específico, mas ocorre em meio à crise institucional instalada no Supremo envolvendo os ‌ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. 

A mais ‌grave crise no ⁠STF foi ⁠deflagrada após Mendonça tornar público um relatório da Polícia ⁠Federal no âmbito ‌das investigações do Banco ‌Master indicando mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um contato identificado como sendo Alexandre de Moraes, levantando dúvidas sobre a natureza ⁠de eventual relação entre os dois e sobre a atuação do ministro. 

Dois dias depois, Moraes pediu uma apuração sobre a conduta de Mendonça, acusando-o de atuar ‌de forma irregular. Para Moraes, o colega teria ultrapassado os limites de sua função como juiz ⁠e passado a atuar como dirigente da investigação. Também aponta irregularidades no manejo das provas colhidas no caso, o que poderia levar, em última instância, à nulidade do processo. Para sustentar tais afirmações, Moraes utilizou relatório interno da área de inteligência da PF. Mendonça questiona sua utilização. 

Nesta terça-feira, por sua vez, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, intensificando ainda mais a crise instalada. 

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