Haddad diz que eleição está sendo influenciada por crise no STF e defende fim de sigilos

Candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PT critica divulgação a 'conta-gotas' de fatos sobre desdobramento das investigações do caso Master

8 set 2026 - 18h33
Resumo
Fernando Haddad defendeu o fim do sigilo nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, alegando que vazamentos parciais influenciam as eleições e geram desinformação. O petista sustentou que a divulgação imediata e integral garante transparência e ampla defesa em meio à crise institucional. Sobre as menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Haddad afirmou que cabe aos órgãos competentes, como o CNMP, apurar o caso, lembrando que o presidente Lula não pode destituí-lo.

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a defender nesta terça-feira (8) que não deve haver nenhum sigilo nas investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master. Segundo ele, a divulgação de fatos ou trechos da investigação "a conta-gotas" não é positiva para o País e pode influenciar a eleição presidencial.

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"Não vejo outra solução (que não a abertura completa dos sigilos)", disse Haddad, durante entrevista ao canal do Youtube Bacci Notícias. Em seguida, o petista disse que a eleição já está sendo "muito" influenciada pelo caso.

Fernando Haddad concorre ao governo paulista pelo PT.
Fernando Haddad concorre ao governo paulista pelo PT.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

"Está na mão de quem isso, quem decide o que vaza e o que não vaza? A população vai saber (do caso) a conta-gotas? E se quem controla o conta-gotas é uma pessoa falível?", questionou Haddad. "Vamos supor que saia uma coisa três dias antes da eleição. Não é melhor sair agora, que dá tempo de todo mundo se explicar, todo mundo se defender, ou então cair todo mundo que tiver de cair?", continuou o ex-ministro da Fazenda, pontuando que o País passa por um momento de grave momento de crise institucional. "Não põe nada em sigilo, deixa as pessoas julgarem com base em todas as informações disponíveis", reforçou.

Questionado sobre as citações nas investigações às relações mantidas entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, e se não seria o caso de destituição de Gonet, Haddad disse que cabe aos órgãos competentes investigar o chefe da PGR.

"O presidente Lula não pode afastar o Gonet. Ele (Gonet) tem mandato. Existe um órgão do Ministério Público que analisa as provas", disse Haddad, em referência ao papel do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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