Fachin manda PGR analisar pedido de Moraes contra Mendonça

Presidente do STF também quer explicações de Mendonça antes de tomar decisão

4 set 2026 - 09h08
(atualizado às 10h20)
Fachin manda PGR analisar pedido de Moraes contra Mendonça
Fachin manda PGR analisar pedido de Moraes contra Mendonça
Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira, 4, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise o pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ministro André Mendonça.

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"À Procuradoria-Geral da República, dê-se vista para que, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, apresente parecer acerca da admissibilidade e da regularidade do procedimento e, se pertinente, das imputações nele deduzidas", disse o presidente do STF em despacho publicado hoje.

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Fachin também deu, posterior ao pronunciamento da PGR, um prazo de cinco dias para que Mendonça se manifeste sobre o caso antes de tomar uma decisão. "As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações", escreveu Fachin.

O ministro ainda retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido de investigação e determinou que o caso seja incluído na petição 16.704, mesmo procedimento aberto para esclarecer os indícios encontrados pela Polícia Federal (PF) contra Moraes após a divulgação de mensagens do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Esse procedimento foi aberto por Fachin, antes de Moraes ter enviado ao presidente da Corte um pedido de investigação contra Mendonça.

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O que Moraes alega?

Segundo o documento, Moraes pede para que seja apurada atuação de Mendonça na condução das Operações Sem Desconto -- sobre fraudes no INSS -- e Compliance Zero -- sobre Banco Master. Moraes usou o inquérito das fake news para acusar o ministro André Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

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O pedido de investigação foi feito dois dias após Mendonça derrubar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes.

O ministro afirma que a conduta de Mendonça apresenta indícios de irregularidades, como improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e eventual favorecimento de grupos políticos na relatoria das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Moraes sustenta que a conduta do colega consiste em:

  • Usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia prejudicando a produção probatória;
  • Condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada;
  • Direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal.

Em petição de 20 páginas entregue a Edson Fachin, Moraes disse que um relatório de inteligência da Polícia Federal detalha condutas de Mendonça. O relatório de inteligência aponta que, em relação a Moraes, o ministro André Mendonça expressamente "denota interesse no início de investigação formal". Segundo o documento, Mendonça "solicitou mais de uma vez que a equipe de investigação encaminhasse alguma provocação a ele nesse sentido". 

*(Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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