Zema defende critérios demográficos para repasses da União à saúde e educação

25 ago 2026 - 12h04
Resumo
Em sabatina, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu critérios demográficos e técnicos no repasse federal para saúde e educação, adequando os recursos ao perfil das cidades. Ele garantiu a reposição da inflação ao salário mínimo, sem descartar ganho real. Zema também propôs vincular a idade mínima de aposentadoria de novos trabalhadores e rurais ao aumento da expectativa de vida por meio de cálculo atuarial, assegurando a manutenção dos direitos já adquiridos.

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, reafirmou nesta terça-feira, 25, que vai aplicar a reposição inflacionária sobre o salário mínimo, caso seja eleito. O ex-governador de Minas também defendeu critérios "demográficos" e "técnicos" para a destinação de recursos da União para saúde e educação. As declarações foram dadas em sabatina do Grupo Globo.

Segundo Zema, o atual cálculo do salário mínimo "não muda" para trabalhadores, aposentados e beneficiários de Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele afirmou ainda que "dependendo da situação financeira", é possível que o piso salarial seja reajustado acima da inflação.

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Na entrevista, o ex-governador foi questionado sobre a desvinculação de receitas da União para as áreas de saúde e educação. O candidato defendeu mudanças no cálculo a partir de dados demográficos.

"Temos cidades compostas majoritariamente por jovens e temos cidades de aposentados, onde só há pessoas maduras e idosos. Hoje é como se tivesse uma roupa universal para todos os brasileiros. Vai ficar apertado demais pra um e folgado demais para o outro", declarou.

Aposentadoria

Romeu Zema também defendeu que a idade mínima para aposentadoria deve variar de acordo com a expectativa de vida do país.

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Ele afirmou que pretende manter o sistema atual, caso seja eleito, mas disse que é necessário aplicar um "gatilho" de acordo com a esperança de vida da população.

"Todo direito está adquirido. Quem recebe aposentadoria, vai continuar recebendo. A mudança é para quem estiver entrando no mercado de trabalho", disse.

Sem detalhar a proposta, ele afirmou que pretende aplicar um cálculo atuarial sobre o atual sistema previdenciário para que, "à medida que a expectativa de vida cresça, seja feita a devida correção."

Segundo Zema, a ideia é que o mesmo mecanismo seja utilizado para a aposentadoria rural. "Se ao longo dos próximos 20, 30 anos, houver uma maior expectativa de vida, que seja aplicado o mesmo cálculo".

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