O procurador-geral da República, Paulo Gonet, evitou comentar nesta sexta-feira, 21, a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que os inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam enviados à primeira instância da Justiça. O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), que é o responsável pela análise do caso que envolve o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em coletiva de imprensa após sua participação no 25º Fórum Lide Empresarial, realizado no Rio de Janeiro, Gonet afirmou que não poderia se manifestar sobre processos em andamento em razão do sigilo judicial e da necessidade de preservar a segurança jurídica e as pessoas envolvidas.
"Eu gostaria de dizer para os senhores que para haver segurança [jurídica], que foi o tema que nós tratamos aqui [no Fórum], é preciso que se respeitem as regras", afirmou.
O procurador-geral ressaltou que a Procuradoria-Geral da República considera o respeito ao sigilo uma questão fundamental, especialmente em casos que ainda não tiveram todos os seus elementos esclarecidos. Segundo ele, a divulgação de informações incompletas pode provocar impactos negativos sobre as pessoas envolvidas e sobre o próprio interesse nacional.
"Há uma coisa que a Procuradoria Geral da República preza imensamente. É o respeito ao sigilo judicial. É o respeito às pessoas que podem ser impactadas ou notícias que ainda não correspondem a fatos completamente desvendados, completamente compreendidos, com um enorme impacto negativo para essas pessoas e para o próprio interesse nacional", disse Gonet.
A postura da PGR busca preservar não apenas os investigados, mas todos os envolvidos nos processos e as instituições responsáveis pela análise dos casos, segundo o procurador-geral.
Lulinha é investigado em três inquéritos autorizados pelo STF a partir de solicitações da Polícia Federal (PF). Os procedimentos tiveram origem em desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes relacionado a descontos aplicados sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A manifestação da PGR trata especificamente dos processos que estão sob relatoria do ministro André Mendonça.
*A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Lide Empresarial