Caiado: não aceito postura de 'fujão' em debate no grave momento econômico que País atravessa

21 ago 2026 - 12h52
Resumo
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou a postura de adversários que pretendem faltar aos debates eleitorais, classificando-os como "fujões" diante da crise econômica do país. A declaração ocorre antes do debate da Band, ao qual os líderes das pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro, não devem comparecer. Caiado defendeu a obrigatoriedade da participação e atribuiu os altos juros à "gastança" do governo federal, afirmando que a credibilidade fiscal é essencial para reduzi-los.

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse nesta sexta-feira (21) ser inaceitável que outros candidatos adotem uma postura de "fujão" e não compareçam a debates nestas eleições, já que ele considera que o País passa por um grave momento econômico.

"O que eu espero é que todos estejam presentes. Da mesma maneira que voto é obrigatório, participar de debate também deveria ser. É inaceitável a pessoa se colocar na posição de 'fujão' no momento que o país passa pela mais grave crise econômica", afirmou Caiado, citando o alto endividamento de famílias e empresas. As declarações foram feitas em coletiva de imprensa após agenda de Caiado e seu vice, Gilberto Kassab, no Mercado Municipal de São Paulo, localizado no centro da capital paulista.

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O primeiro debate com os candidatos à Presidência, organizado pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, ocorre na noite do próximo domingo, dia 23. Os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), porém, não devem comparecer.

Juros

Ao falar sobre economia, Caiado voltou a atribuir o nível alto do juro à "gastança" do atual governo federal. Ele disse que, em um governo que transmite mais credibilidade ao mercado financeiro, a tendência é que os juros sejam mais baixos. "Não é o Banco Central que aumenta juros. É o governo que aumenta a gastança", declarou.

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