Veja a sala secreta usada pelo advogado Willer Tomaz para guardar dinheiro

Polícia Federal fez busca e apreensão em endereços de Tomaz; STF investiga relação dele com o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência

21 out 2026 - 22h35
(atualizado às 23h20)
Resumo
A Polícia Federal revelou uma sala secreta com porta blindada e máquina de contar dinheiro usada pelo advogado Willer Tomaz em um hangar de Brasília. Alvo de investigações no STF por suspeita de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro ligadas aos senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro, Tomaz movimentou R$ 258 milhões em apostas esportivas, apontadas como atípicas pela PF. A defesa alega que o espaço é legal e prestava serviços para empresas de transporte de valores.

BRASÍLIA - Imagens feitas pela Polícia Federal mostram como era a sala secreta em que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador a candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), guardava dinheiro em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília. Os registros mostram uma porta blindada para acessar o local, onde havia prateleiras de metal e uma máquina de contar notas.

Tomaz é alvo de investigação deflagrada em agosto deste ano com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para apurar suspeitas de ocultação de patrimônio para o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele é dono de uma operadora de aeronaves.

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Procurado, Willer disse que o ambiente e os equipamentos são usados "para a prestação de serviços a empresas de transportes de valores". "A sala cofre e os equipamentos mencionados estão localizados nos hangares das empresas de aviação e são essenciais para a prestação de serviços a empresas de transportes de valores que temos em nosso portfólio. É fantasiosa e ridícula a tese de que a sala seria usada para contar ou guardar recursos de origem não declarada", afirmou em nota.

Willer agora também se tornou investigado em um novo inquérito do STF conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes que apura suspeitas de lavagem de dinheiro para Flávio Bolsonaro. Como revelou o Estadão no domingo, 18, esse é o segundo inquérito no STF em que Flávio passou a ser investigado. As provas deste caso surgiram da quebra do sigilo da nuvem de Willer em um inquérito no Rio Grande do Sul, que foi enviado ao STF.

A PF considerou atípicas as movimentações financeiras milionárias do advogado em plataformas de apostas esportivas e suspeita que eram operações para lavagem de dinheiro de origem ilícita. Willer depositou R$ 258 milhões em uma das plataformas e foi considerado o maior apostador individual do Brasil em documento do Ministério da Fazenda.

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