Quem é Roberta Luchsinger, lobista amiga de Lulinha e alvo de inquérito da PF

Lobista concedeu entrevista à CNN neste sábado, 17, uma semana antes do segundo turno das eleições

17 out 2026 - 20h56
(atualizado às 21h04)
Roberta Luchsinger
Roberta Luchsinger
Foto: Reprodução/CNN

A lobista Roberta Moreira Luchsinger voltou aos holofotes após conceder entrevista à CNN na noite deste sábado, 17, a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais. Na entrevista, Roberta fez inúmeros ataques ao presidente Lula, afirmou que foi injustamente tratada por ele, negou crimes e ainda declarou que Lulinha, Fábio Luís, filho do presidente da República, se encontrou com ministros inúmeras vezes. Na sequência, ela destacou que não sabe dizer se os encontros eram formais ou informais, tampouco sobre o que conversavam.

“O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas. [...] Não tenho como te dizer: "Olha, eles foram conversar isso, isso e isso'".

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A lobista também declarou frustração após, segundo ela, ter 'lutado por Lula' e ter sido chamada de 'pilantra e mal caráter'. 

Quem Roberta Moreira Luchsinger

Roberta Moreira Luchsinger é herdeira de Peter Paul Arnold Luchsinger, ex-acionista do banco Credit Suisse, e foi casada com o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Em 2018, filiada ao PT, disputou o cargo de deputada estadual em São Paulo e ficou como suplente após declarar R$ 1,5 milhão em patrimônio à Justiça Eleitoral.

Ela ganhou espaço nas investigações da PF por sua relação com Lulinha e pela circulação que mantinha em órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023.

Levantamentos sobre sua atuação apontam que Roberta esteve mais de 40 vezes em órgãos federais desde o início do atual governo. Parte desses encontros, no entanto, não aparece nas agendas oficiais das autoridades, apesar de a legislação exigir o registro de reuniões com agentes públicos.

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Em duas ocasiões, Roberta esteve no Palácio do Planalto e no gabinete do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, acompanhada do então sócio de Lulinha. Os encontros também não foram registrados nas agendas oficiais.

A movimentação é um dos elementos que despertaram a atenção dos investigadores. A suspeita é que a lobista utilizasse seus contatos em Brasília e a proximidade com pessoas ligadas ao presidente para aproximar empresários de integrantes do governo e tentar abrir caminho para negócios com a administração federal.

Um dos episódios investigados envolve a venda de medicamentos à base de cannabis ao governo federal. Roberta teria participado de tratativas para que a empresa World Cannabis fornecesse os produtos ao Ministério da Saúde.

A negociação envolvia cerca de R$ 627 milhões em medicamentos. A PF apura se Roberta, Lulinha e outras pessoas teriam utilizado sua influência e seus contatos políticos para tentar viabilizar o negócio. As tratativas, porém, não resultaram na assinatura do contrato.

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Além disso, a PF identificou transferências financeiras de Roberta para Marcola no valor de R$ 217 mil, que, segundo o ex-chefe de gabinete, diziam respeito a um empréstimo que foi quitado. 

*Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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