BRASÍLIA - O Senado ofereceu ajuda da Polícia Legislativa para complementar a segurança do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante a ida dele à Casa na próxima semana. Vorcaro irá ao Senado em dois dias.
Na segunda-feira, 23, às 16h, ele falará à CPI que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No dia seguinte, 24, irá à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) prestar depoimento ao grupo de trabalho que supervisiona as investigações do caso Master.
Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, a Advocacia-Geral do Senado pede que a Corte defina como será feita a escolta do banqueiro e oferece a colaboração de policiais legislativos: "(Requer-se) a definição das condições de sua permanência nas dependências do Congresso Nacional pelo período estritamente necessário à realização do ato, assegurando-se a responsabilidade da autoridade policial competente pela custódia, admitida, se assim entender Vossa Excelência, a cooperação da Polícia do Senado Federal para fins de segurança institucional interna".
No mesmo documento, o Senado também deixou claro que o transporte de Vorcaro deve ser custeado pelo próprio banqueiro, que está em prisão domiciliar em São Paulo.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o STF não havia enviado instruções ao Senado até esta quinta-feira, 19. O ofício do Senado foi enviado a pedido da CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Na semana passada, Renan afirmou que o depoimento de Vorcaro era uma prioridade: "Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, defendi isso publicamente, acho que deveríamos começar as fases de depoimento ouvindo o Vorcaro", disse. Segundo o senador, Vorcaro confirmou presença na sessão da CAE.