Secretário do PT defende código de ética para STF e reforma do Judiciário

Éden Valadares afirma que não é razoável normalizar que parentes de juízes advoguem em casos julgados nos tribunais onde atuam familiares magistrados

6 nov 2026 - 13h12
Resumo
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu uma reforma do Judiciário com a criação de um código de ética para o STF e o Ministério Público, além de maior rigor no cumprimento do teto salarial e restrições à atuação de parentes de magistrados. Apontando compromissos do governo Lula, ele também reforçou a necessidade de ajustes na reforma tributária para reduzir a carga sobre os mais pobres e defendeu a regulação das redes sociais para priorizar o interesse público sobre o privado.

O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu nesta quinta-feira, 5, a adoção de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF) e uma reforma do Judiciário.

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Segundo ele, as mudanças foram compromissos assumidos pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha e que agora são desafios a serem cumpridos.

"Tivemos uma reforma no primeiro governo Lula, mas agora precisamos de outra. Uma que estabeleça um código de ética para a magistratura, para o Ministério Público, e que a gente tenha um controle maior sobre o teto dos salários. Não é possível que tantos agentes públicos construam atalhos para furar o teto constitucional", disse o secretário em entrevista à CNN Brasil.

Éden Valadares, secretário de comunicação do PT
Éden Valadares, secretário de comunicação do PT
Foto: Reprodução PT / Estadão

Ele também declarou que não é sustentável que parentes de juízes advoguem em casos que estão sendo julgados nos tribunais onde atuam esses magistrados. "É o mínimo que precisamos repactuar", disse.

Outra reforma defendida por ele é a tributária, que precisa passar por ajustes neste mês. Valares afirmou que é preciso "distribuir melhor o peso dos impostos, que hoje, pesam mais sobre os mais pobres" e que essa reforma representa um "avanço importante em 40 anos."

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O petista citou ainda a necessidade de uma reforma digital, com a regulação do funcionamento das redes sociais. Segundo ele, as plataformas impõem seus interesses sobre questões do País. "A sociedade não deve estar à mercê dos interesses privados. Acima do lucro dessas empresas deve estar o interesse público, a lei, a Constituição", afirmou.

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