Um homem de 62 anos, identificado como João Roberto Bolelli, foi encontrado morto próximo a uma propriedade rural nas margens da Rodovia Cândido Portinari (km 452), em Rifaina, interior de São Paulo. O pecuarista era suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, com um tiro. O caso aconteceu na última terça-feira, 27, no mesmo local.
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Bolelli atirou contra Priscila após um desentendimento entre eles quando a jovem foi devolver uma caminhonete que pertencia ao pecuarista. Ela foi morta na frente do irmão e de uma amiga, que haviam ido até a propriedade rural para acompanhar a jovem, que tinha medo de voltar a sofrer agressões do homem.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), corpo foi encontrado estado de decomposição. A Polícia Militar foi acionada ao local para atender a ocorrência e ainda não há informações definitivas sobre a causa da morte. O caso foi apresentado na Central de Polícia Judiciária de Franca.
O local onde o corpo de João Roberto Bolelli foi encontrado é bem próximo da localidade onde ele teria atirado em Priscila Lacerda na última semana. O caso estava sendo investigado pelas autoridades após a denúncia da família da jovem.
Relembre o caso da morte de Priscila Lacerda
No último dia 27 de outubro, o pecuarista João Roberto Bolelli teria atirado contra a empresária Priscila Lacerda Custodio às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, após efetuar o disparo, o suspeito fugiu.
A SSP-SP afirmou ao Estadão que a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento. Testemunhas relataram que Priscila, natural de Perdizes, no interior de Minas Gerais, estava com o irmão e amiga quando sofreu o disparo.
Priscila chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital do município, mas morreu na unidade de saúde.
O delegado de plantão Telismar Júnior afirmou que João Roberto já teria ameaçado Priscila. "O relacionamento era esporádico. Por razões de ciúmes e da condição de sexo feminino da vítima, ele acabou matando ela", disse.
Ainda de acordo com o delegado, o suspeito já foi condenado por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira.
O celular da vítima foi apreendido para análise e as testemunhas prestaram depoimento. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio no plantão da Delegacia Seccional de Franca.