Pecuarista é suspeito de matar companheira 38 anos mais nova no interior de SP

Segundo a polícia, suspeito disparou contra a vítima e fugiu; caso foi registrado como feminicídio. 'Estadão' tenta localizar a defesa

28 out 2026 - 19h27
Resumo
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 64 anos, é suspeito de matar a tiros a empresária Priscila Lacerda, de 24, na Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina (SP). O crime ocorreu durante uma discussão motivada por ciúmes quando a jovem foi devolver uma caminhonete ao companheiro, com quem tinha relação esporádica. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Bolelli, que já tem condenação por descumprir medida protetiva contra outra ex-mulher, fugiu, e o caso é apurado como feminicídio.

O pecuarista João Roberto Bolelli, de 64 anos, é suspeito de matar a empresária Priscila Lacerda Custodio, de 24, com um tiro na última terça-feira, 27, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, após efetuar o disparo, o suspeito fugiu. O Estadão tenta localizar a defesa do suspeito.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirma que a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento. O crime ocorreu por volta das 21h, no km 463 da rodovia, próximo a uma propriedade rural.

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Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi socorrida e encaminhada ao hospital do município, mas morreu na unidade de saúde
Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi socorrida e encaminhada ao hospital do município, mas morreu na unidade de saúde
Foto: Reprodução via instagram/@priscilalacerda__ / Estadão

Testemunhas relataram que Priscila, natural de Perdizes, no interior de Minas Gerais, foi ao local acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete ao homem. Durante uma discussão, João Roberto teria sacado uma arma e efetuado o disparo.

Priscila foi socorrida e encaminhada ao hospital do município, mas morreu na unidade de saúde.

O delegado de plantão Telismar Júnior afirmou que João Roberto já teria ameaçado Priscila. "O relacionamento era esporádico. Por razões de ciúmes e da condição de sexo feminino da vítima, ele acabou matando ela", disse.

Ainda de acordo com o delegado, o suspeito já foi condenado por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira.

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Procurado pelo Estadão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que "processos envolvendo violência doméstica e pedidos de medida protetiva tramitam sob segredo de justiça".

Policiais militares foram acionados e realizaram diligências na propriedade. O celular da vítima foi apreendido para análise e as testemunhas prestaram depoimento. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio no plantão da Delegacia Seccional de Franca.

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