Após temporal, Maringá decreta calamidade pública; cidade tem ruas bloqueadas e falta de energia

Rajadas de vento chegaram a 96 km/h, segundo Inmet

2 nov 2026 - 15h03
Quartel do Corpo de Bombeiros foi destelhado
Quartel do Corpo de Bombeiros foi destelhado
Foto: Reprodução/Redes sociais

As fortes chuvas acompanhadas de ventos atingiram Maringá, no Paraná, durante a madrugada desta segunda-feira, 2, e deixaram um rastro de destruição em diferentes regiões do município. Diante dos estragos, a prefeitura decretou estado de calamidade pública para agilizar os trabalhos de recuperação e o atendimento aos moradores.

Árvores foram derrubadas, muros desabaram e estruturas metálicas de estabelecimentos comerciais foram arrancadas. O temporal também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos a imóveis, veículos e equipamentos públicos.

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Equipes trabalham para desobstruir vias
Foto: Reprodução/PMM

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), foram registrados 49,8 milímetros de chuva entre meia-noite e 7h desta segunda-feira. As rajadas de vento chegaram a 96 km/h, segundo o Inmet.

Durante a manhã, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) informou que aproximadamente 1,7 mil imóveis estavam sem energia elétrica em Maringá. O Terra procurou a companhia para obter uma atualização dos números, mas não recebeu retorno até a publicação.

Entre os locais afetados está o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da estrutura destelhada. Segundo o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), árvores caíram dentro do terreno e telhas foram parar sobre os veículos da corporação, impedindo a saída das viaturas.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito descreveu a dimensão dos estragos e afirmou que a cidade enfrentava uma situação excepcional.

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"Nós estamos fazendo o decreto de emergência porque a situação foi um clima de guerra na cidade inteira. Passei por várias avenidas, por vários bairros, avenida Colombo, enfim, um caos total", declarou em vídeo.

De acordo com Barros, uma das primeiras medidas das equipes foi liberar o acesso ao quartel dos Bombeiros e à estrutura da Copel, para permitir que os serviços de emergência e de energia pudessem retomar os atendimentos.

Equipes trabalham para liberar ruas e avaliar danos

Funcionários da prefeitura estão mobilizados em diferentes pontos da cidade para retirar árvores e galhos que bloqueiam ruas e avenidas, além de atender ocorrências envolvendo imóveis, postes e veículos danificados.

"Nossa equipe está trabalhando desde a madrugada, mas precisamos imediatamente de reforço, de solidariedade, de cooperação e, principalmente, restabelecer as comunicações o mais rápido possível", afirmou.

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Enquanto os trabalhos continuam, a recomendação da prefeitura é que os moradores evitem áreas de risco e mantenham distância de árvores, postes e fios caídos.

A orientação também é não tentar retirar galhos ou árvores por conta própria, especialmente quando houver proximidade com a rede elétrica. A situação pode oferecer risco de choque elétrico, mesmo quando não há sinais aparentes de energia nos cabos.

Fonte: Portal Terra
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