Criminosos invadiram uma agência bancária em Tapera (RS) pelos fundos e permaneceram mais de 14 horas no local tentando perfurar o cofre principal. Para burlar a vigilância, o grupo usou tapumes de papelão, mas a blindagem de concreto e ferro impediu o acesso aos valores. Às 15h20 de sábado, uma placa caiu, acionando o alarme e forçando os suspeitos a fugir sem levar nada. Ferramentas foram deixadas no prédio, e a Polícia Civil abriu inquérito com perícia e imagens para identificar a quadrilha.
Uma agência bancária no município de Tapera, no Alto Jacuí, foi alvo de uma ousada tentativa de arrombamento durante o final de semana. Entre três e quatro criminosos invadiram o prédio por volta da 1h15min da madrugada de sábado (31) e permaneceram no interior da agência por mais de 14 horas tentando perfurar as paredes do cofre principal.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha acessou o prédio pelos fundos, adentrando inicialmente por uma sala anexa ao cofre. No interior da estrutura, os assaltantes iniciaram a quebra de uma parede de alvenaria para abrir passagem até o compartimento de valores, mas foram contidos pela blindagem interna composta por concreto maciço e malha de ferro reforçado.
Estratégia de ocultação e fuga
Durante a longa permanência no local, o grupo adotou procedimentos para burlar a vigilância:
Barreira visual: montaram tapumes improvisados com papelão para bloquear sensores e ocultar a movimentação interna das câmeras de monitoramento;
Disparo do alarme: por volta das 15h20min do sábado, uma das placas de papelão cedeu e caiu, provocando o disparo imediato dos sensores do alarme;
Fuga e abandono de material: diante da iminente chegada da polícia, os criminosos fugiram às pressas e deixaram no local ferramentas pesadas utilizadas na tentativa de perfuração da blindagem.
A instituição financeira e a polícia constataram que os suspeitos não conseguiram furar o cofre nem subtrair valores em dinheiro. A Delegacia de Polícia de Tapera instaurou inquérito e realiza a análise de imagens de segurança da região e a perícia papiloscópica nas ferramentas abandonadas para identificar a autoria da ação criminosa.