Defesa de Flávio Bolsonaro pede ao STF para Mendonça assumir investigação no lugar de Moraes e recorre contra apreensão de passaportes

Pedidos foram apresentados em três petições protocoladas no STF; Flávio fugiu do Brasil e segue nos EUA

2 nov 2026 - 17h25
(atualizado às 18h06)
Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil e desembarcou nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil e desembarcou nos Estados Unidos
Foto: Joe Raedle/Getty Images

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro André Mendonça assuma, no lugar de Alexandre de Moraes, a relatoria da investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Além disso, advogados recorreram contra a determinação de entrega de passaportes e a proibição de Flávio manter contato com Willer. As informações são do jornal O Globo.

Os pedidos foram apresentados em três petições protocoladas na última sexta-feira, 30. Duas, encaminhadas ao presidente do STF, Edson Fachin, questionaram a permanência de Moraes na condução da investigação. Já a terceira tratou sobre as restrições impostas a Flávio, pedindo por revisão, e foi encaminhada ao próprio relator.

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O que os advogados alegam é que Mendonça deveria ser o responsável pela investigação por ser quem conduz os inquéritos relacionados a Willer Tomaz no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes no INSS. E, no caso, a defesa de Flávio diz que a investigação sobre o senador teve origem em elementos obtidos em apurações anteriores envolvendo o advogado.

“Todos os elementos dos autos convergem para a prevenção do Exmo. Ministro André Mendonça. Sua Excelência supervisiona, desde agosto de 2025, a Operação Sem Desconto e, desde 17.07.26, a Petição nº 16.435/DF, que apura a mesma estrutura atribuída a Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal como ‘hub financeiro, patrimonial e logístico’ de lavagem de capitais”, alega a defesa.

Em paralelo, argumentam que Moraes deveria ser declarado impedido de continuar à frente do caso por suspeitas de relações com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e de ter utilizada uma aeronave cuja empresa proprietária é investigada no caso por ter Willer Tomaz como um de seus sócios. Advogados apontam que isso poderia representar conflito de interesses.

A defesa ainda tenta reverter as medidas cautelares impostas ao senador -- como a determinação do cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, a entrega de documentos de outras nacionalidades e a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz.

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*Matéria em atualização

Fonte: Portal Terra
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