Rogério Marinho diz que vai procurar Lula e STF se for eleito presidente do Senado

Senador fez aceno a outros partidos e disse que será o candidato 'não apenas do PL e do Novo, mas da instituição do restabelecimento da democracia no Brasil'

6 nov 2026 - 14h39
Resumo
Candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que buscará o diálogo com o presidente Lula e com o STF para construir uma agenda comum, caso seja eleito. O parlamentar, que diz ter votos suficientes para vencer, pediu o fim dos ataques à adversária Tereza Cristina e defendeu o voto aberto na eleição da Casa e em processos de impeachment contra ministros do Supremo, medida vista por aliados como forma de pressionar senadores da base conservadora.

BRASÍLIA - O candidato à presidência do Senado Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta sexta-feira, 6, que, se eleito, não se negará a trabalhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o comando do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, é possível fazer uma agenda comum entre os Três Poderes.

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"Procurarei o presidente da República, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara dos Deputados para buscarmos uma agenda comum para resgatarmos e fazermos o melhor pelo Brasil. Não me negarei a trabalhar em conjunto", disse, em entrevista ao programa Pânico.

Marinho fez um aceno a outros partidos e disse que será o candidato "não apenas do PL e do Novo, mas da instituição do restabelecimento da democracia no Brasil".

Rogério Marinho, candidato à presidência do Senado, diz que não se negará a trabalhar com Lula e comando do STF, se eleito
Rogério Marinho, candidato à presidência do Senado, diz que não se negará a trabalhar com Lula e comando do STF, se eleito
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O parlamentar voltou a defender que a direita evite ataques à senadora Tereza Cristina (PP-MS), sua adversária na disputa. Também afirmou não ter nada contra o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e disse que o colega é "bem-humorado".

Sobre a viabilidade de seu nome, Marinho afirmou contar com a bancada do PL e de partidos aliados para se eleger: "Acho que temos número suficiente para dar certo".

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Ainda nesta sexta-feira, o candidato do PL defendeu o voto aberto tanto para a eleição do comando da Casa como na deliberação de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Voto aberto é respeito ao povo brasileiro! Todos nós devemos satisfação à sociedade, e voto secreto simboliza a atual omissão do Senado. Vamos defender o voto aberto na eleição da Casa e em caso de impeachment de ministro do STF. Ninguém está acima da lei ou dos eleitores", escreveu em seu perfil no x (antigo Twitter).

Atualmente, o voto para eleição da Mesa do Senado é secreto, ou seja, não é possível identificar o voto individual dos senadores, apenas o resultado final.

Integrantes do PL têm defendido a abertura do voto como forma de constranger parlamentares que se elegeram com apoio do bolsonarismo, mas que poderiam votar a favor da reeleição de Alcolumbre por questões partidárias, por exemplo.

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