Oposição joga no medo e no terror com a economia, como em 2022, afirma Haddad

25 ago 2026 - 15h52
Resumo
Em sabatina, Fernando Haddad afirmou que a oposição repete a tática de 2022 ao usar o medo sobre a economia para obter votos. Ele rebateu previsões alarmistas ao contrapor a recuperação do Brasil à crise na Argentina sob Javier Milei. Embora reconheça a necessidade de ajustes fiscais nas contas públicas, o ex-ministro declarou enxergar um horizonte sólido de desenvolvimento para o país, rejeitando o que chamou de histeria promovida por adversários políticos.

O candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira, 25, que a oposição repete nesta eleição uma estratégia de explorar o medo em relação à economia que, segundo ele, já foi utilizada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha de 2022. A declaração foi dada em sabatina da revista Veja.

"Nós estamos em um mundo em que a narrativa vale mais do que a realidade", afirmou Haddad. O ex-ministro citou declarações de seu antecessor na Fazenda, Paulo Guedes, durante a eleição de 2022. "Você lembra que o Paulo Guedes falou em 2022 que, se o Lula fosse eleito, o Brasil ia virar uma Venezuela, uma Argentina? Isso está acontecendo de novo nestas eleições", disse.

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"Estamos vivendo a mesma histeria com a economia de quando Lula foi eleito", afirmou.

Haddad reconheceu que ainda há ajustes a serem feitos nas contas públicas, mas disse enxergar perspectivas de crescimento. "Tem um trabalho a ser concluído ainda na questão de contas públicas, mas eu vejo um horizonte de desenvolvimento para o Brasil", declarou.

O candidato também comparou o desempenho brasileiro com a situação da Argentina sob o governo de Javier Milei. "Eu passei meses ouvindo que o Brasil ia virar uma Argentina. A Argentina está na fila do osso, nós saímos da fila do osso", afirmou.

"Eu não caio nessa histeria. A oposição de extrema direita aposta no terror para virar voto", acrescentou.

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