Flávio Bolsonaro diz que 'grupo especial de Lula na Polícia Federal' foi 'desmascarado oficialmente'

Após decisão de Mendonça, candidato defendeu que a PF 'volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula'

8 set 2026 - 14h43
Resumo
O candidato Flávio Bolsonaro afirmou que o "grupo especial de Lula" na PF foi desmascarado após o ministro do STF André Mendonça afastar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada. Acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro da Corte, Andrei também virou alvo de apurações disciplinares e penais após suspeitas ligadas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em caso de rombo bilionário. Flávio cobrou o fim do uso político do órgão.

BRASÍLIA - O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comentou nesta terça-feira, 8, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e disse que a decisão afeta o que chamou de "grupo especial" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na PF.

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"Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente", escreveu Flávio em seu perfil na rede social X.

O candidato Flávio Bolsonaro durante ato de 7 de Setembro no domingo
O candidato Flávio Bolsonaro durante ato de 7 de Setembro no domingo
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

O candidato também defendeu que a PF "volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula".

Além de afastar Andrei, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça ordenou que a Polícia Federal, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os "graves fatos identificados" na produção de relatórios de inteligência. O ministro também determinou o afastamento do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada da Costa.

Trechos da investigação sobre o rombo bilionário do Banco Master criam suspeitas de que Daniel Vorcaro, ex-dono da entidade, via em Andrei Rodrigues uma válvula de escape para se livrar de complicações referentes às fraudes e à eventual liquidação do banco.

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