Base de Lula quer pedido de indiciamento de Flávio Bolsonaro e Onyx Lorenzoni na CPI do INSS

Parlamentares vão apresentar parecer alternativo ao texto do relator da comissão, que pediu o indiciamento de Lulinha; senadora alinhada à oposição diz ter sido retirada da comissão após movimentação do governo

27 mar 2026 - 16h54
(atualizado às 17h40)

BRASÍLIA - Os deputados federais Alencar Santana (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) afirmaram nesta sexta-feira, 27, que vão propor o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Onyx Lorenzoni, do governo Bolsonaro, na CPI do INSS.

A base do governo votará contra o parecer do relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), que pediu indiciamento e prisão preventiva de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vez disso, vão propor um texto alternativo que vai mirar adversários, como mostrou o Estadão.

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Flávio Bolsonaro pode ser incluído em relatório paralelo de governistas na CPI do INSS
Flávio Bolsonaro pode ser incluído em relatório paralelo de governistas na CPI do INSS
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Os parlamentares petistas criticaram o relatório proposto por Gaspar, se referindo ao conteúdo como "político partidário e ideológico, para propaganda eleitoral". Também sinalizaram a ausência de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Um relatório que não indicia o Zettel não tem validade, no nosso entendimento. Zettel é sócio do Vorcaro e está sendo blindado desde o início da CPI, porque ele deu R$ 5 milhões para o Bolsonaro e Tarcísio de Freitas", disse Correia.

Para os petistas que integram a comissão, o parentesco de Letícia Caetano dos Reis, sócia de Flávio Bolsonaro em um escritório de advocacia, com seu irmão, Alexandre Caetano dos Reis, é o bastante para pedir o indiciamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Alexandre era sócio do Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Também vão incluir Onyx Lorenzoni por causa da prestação de serviços de advocacia do filho do ex-ministro, Pietro Lorenzoni, à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), entidade investigada por descontos ilegais a aposentados do INSS.

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Em outro movimento governista no colegiado, a senadora Margareth Buzetti (PP-MT) disse que estava sendo retirada à força da CPI por Carlos Fávaro (PSD-MT), ministro da Agricultura. Eleito senador, o ministro pediu exoneração do cargo para voltar à função parlamentar, o que retiraria a senadora (que é suplente dele) da cadeira no Senado. Buzetti acredita que ele vai assumir a função dela de titular na CPI.

"O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator", disse Buzetti a Gaspar. "Acho triste. Porque quem rouba dinheiro de aposentados rouba dinheiro público. Não é o governo que está pagando. É o povo que está pagando mais uma vez o roubo dos aposentados", disse.

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