Imagens mostram médica vendendo maquiagem enquanto menino Benício não conseguia respirar em hospital

Garoto morreu aos 6 anos após dar entrada em hospital com tosse seca, febre e suspeita de laringite

23 mar 2026 - 21h35
(atualizado às 22h10)
O menino Benício chegou andando ao hospital acompanhado dos pais
O menino Benício chegou andando ao hospital acompanhado dos pais
Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens do relatório de extração de dados do celular de Juliana Brasil mostram que a médica estava vendendo maquiagens enquanto o menino Benício Xavier, de 6 anos, tinha uma overdose de adrenalina, que resultou em sua morte em um hospital de Manaus, no Amazonas.

O conteúdo obtido pela Rede Amazônica reforça as suspeitas de que a médica atendeu ao garoto de maneira negligente, segundo a investigação policial. Ele chegou ao Hospital Santa Júlia às 13h30 do dia 23 de novembro do ano passado, com tosse seca, febre e suspeita de laringite.

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Na triagem, o quadro do garoto não foi considerado grave. Mesmo assim, o atendimento seguiu com a aplicação de adrenalina pura, não diluída, na veia de Benício pela técnica de enfermagem Raíza Bentes, às 14h29, conforme prescrição de Juliana Brasil.

O menino imediatamente começou a passar mal e a médica foi chamada às 14h37. Durante o atendimento, ela começou a utilizar o celular, segundo a polícia, pedindo orientação a outros médicos.

Mesmo com o garoto apresentando dificuldades para respeitar, ela conversou com uma amiga, às 15h47. Na troca de mensagens, a médica negocia a venda de um produto de maquiagem. 

Imagens de conversas de médica durante internação de Benício
Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Após a amiga pedir sua chave Pix para realizar a transferência bancária e escolher o produto, a médica ainda disponibiliza um desconto: “Era R$ 200, deixei por R$ 190 para você”. 

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Imagens de conversas de médica durante internação de Benício
Foto: Reprodução/Rede Amazônica

No mesmo dia, às 19h, Benício foi transferido para a UTI e, às 2h55, morreu após seis paradas cardíacas. O delegado também afirmou que Juliana pagou pela adulteração de um vídeo para justificar o erro na prescrição médica.

Ainda ao canal Rede Amazônica, a defesa da médica afirmou que o vídeo é verdadeiro e negou o pagamento mencionado, mas não se manifestou sobre a venda de maquiagem durante o atendimento. A reportagem tentat contato com representantes de Juliana Brasil.

Fonte: Portal Terra
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