Apoio à criação de CPI do Master é maior no Senado do que na Câmara, mostra Placar do Estadão

Até o momento, dois pedidos já foram protocolados no Congresso; cúpula do Legislativo resiste à iniciativa

10 fev 2026 - 05h41

BRASÍLIA - O apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as operações de fraude do Banco Master é maior no Senado do que na Câmara, mostram os dados do Placar do Estadão.

Apoio à CPI do Master é maior entre senadores do que entre deputados, mostra Placar do Estadão
Apoio à CPI do Master é maior entre senadores do que entre deputados, mostra Placar do Estadão
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Estadão

O levantamento mostra que 56 dos 81 senadores (69%) apoiam alguma investigação no Congresso sobre as denúncias envolvendo o Master. Dois parlamentares — Angelo Coronel (que deixou o PSD recentemente) e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — não quiseram responder, e um — Weverton Rocha (PDT-MA) — se mostrou contrário à instalação de uma CPI. Outros 22 não responderam.

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Na Câmara, o apoio alcança 304 dos 513 parlamentares. Assim como no Senado, um parlamentar — Reginaldo Veras (PV-DF) — disse ser contra a CPI.

Apesar de a maioria dos parlamentares das duas Casas apoiarem a instalação de uma investigação para apurar as denúncias de fraude, a preço de hoje, como gostam de dizer deputados e senadores, as chances de a CPI sair do papel são muito pequenas.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já disse que a CPI do Master vai "entrar na fila", enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também preside o Congresso, não esboçou nenhuma manifestação de apoio.

Até o momento, dois pedidos já foram protocolados, e um terceiro, da deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), tenta alcançar as assinaturas necessárias para tramitar.

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ex-governador do Distrito Federal e adversário do atual ocupante do cargo, Ibaneis Rocha(MDB), foi o primeiro a protocolar um pedido de criação de CPI, em 2 de fevereiro.

O objetivo dele é investigar as fraudes financeiras ocorridas na relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), que tem como acionista majoritário o governo do Distrito Federal.

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Já o bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) mirou em uma CPMI, que reúne senadores e deputados, para apurar indícios de fraudes, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários associados ao Master.

Dois dos principais alvos do colegiado seriam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, diante de notícias que podem representar conflito de interesses na atuação de ambos.

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