Uma mulher foi presa na última terça-feira, 2, em Joinville, após ter fingido ser uma adolescente de 12 anos para ser "adotada" por uma família da região. Amanda Maria confessou ter se passado por menor de idade. Ela é reincidente nesse crime e enfrenta outros processos por falsidade ideológica.
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Em 2023, ela foi presa em Nova Iguaçu (RJ) por aplicar um golpe semelhante. Ela fingiu ser uma adolescente vítima de uma rede de prostituição e de abusos para ser acolhida e sustentada por uma mulher.
Amanda tem registros em diferentes estados brasileiros, como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Ceará, pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato e difamação. Ela costuma se passar por menor de idade e alegar ser vítima de abusos, como ter sido obrigada a se prostituir ou até mesmo ter sido alvo de bruxaria, para conseguir acolhimento em programas sociais, abrigos, instituições religiosas e com famílias.
Segundo reportagem da Record feita na época da prisão de 2023, A delegada Mônica Areal, que era responsável pelo caso, declarou que Amanda pode até ter algum distúrbio, mas que não descartava que a suspeita agisse dessa maneira para obter vantagens.
"Ela tem roupa, as melhores comidas — porque ela só queria um tipo de iogurte, de chocolate —, casa montada e celular na mão. Inclusive, a gente viu as pesquisas no celular dela: 'Como fazer desenhos de pessoas deprimidas'. Ela fazia para enganar as vítimas. 'Como imitar pessoas autistas'. Ela fazia para enganar. E, à noite, quando achavam que ela tinha crises de ansiedade, ela estava visitando sites pornográficos", disse a delegada na ocasião.
Prisão em Santa Catarina
Amanda Maria foi presa nesta semana após enganar uma família de Joinville, com quem viveu durante 14 meses, fingindo ter 12 anos. Ela afirmava ter autismo e outras condições clínicas e justificava a aparência adulta alegando que foi forçada a usar hormônios quando era criança.
Segundo a Polícia Civil, ela ainda dissimulava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando rotineiramente mamadeiras, chupetas e um "cheirinho" para dormir.
Em entrevista ao G1, o delegado contou que a família enganada procurou a polícia após uma parente descobrir o crime. "Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que teve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo".
A suspeita deverá responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Ela confessou o crime à polícia durante o interrogatório. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.