A Polícia Federal indicia 16 pessoas pela queda do avião da Voepass em 2024, apontando falhas técnicas, condições meteorológicas adversas e cultura de negligência na empresa como causas do acidente que resultou na morte de 62 pessoas.
A Polícia Federal divulgou nesta quinta-feira, 16, o relatório sobre a queda do avião da Voepass, em Vinhedo, no interior de São Paulo, e que deixou 62 pessoas mortas em agosto de 2024. Ao todo, 16 pessoas foram indiciadas.
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O documento atesta que os pilotos sabiam de falhas no sistema de degelo, compararam a aeronave a um 'Fusquinha' e revela diálogos registrados na caixa-preta que indicam problemas recorrentes, que não eram comunicados pelas tripulações.
A Polícia Federal concluiu que a tragédia ocorreu por uma sucessão de fatores meteorológicos, falhas técnicas e conduta operacional insuficiente.
Os indiciados são apontados como responsáveis ou como pessoas que contribuíram para o acidente, por ação ou negligência. Entre eles estão o dono da companhia de Ribeirão Preto (SP), José Luis Felicio, e o diretor de manutenção, Eric Cônsoli. Eles irão responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.
O diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, Carlos Eduardo Palhares, afirmou que havia uma cultura de 'não informe' na empresa. "Nos voos anteriores desse mesmo avião, não havia registro de problemas no sistema de degelo. Mas, ao analisar a caixa-preta, foi identificado que o sistema de quebra de gelo pneumático apresentava falhas", declarou.
Segundo Palhares, o avião estava com o limpador de para-brisa inoperante no dia do acidente. Por se tratar de um dia chuvoso, de acordo com ele, a aeronave não deveria ter decolado com o equipamento falhando.