Tio de menina de 4 anos que morreu após agressões é preso em Porto Alegre

Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, de 22 anos, teve a prisão preventiva decretada por suspeita de homicídio

20 ago 2026 - 13h50
Resumo
Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, de 22 anos, foi preso em Porto Alegre sob suspeita de matar a sobrinha Samylle Valentina, de quatro anos. A menina morreu por politraumatismo decorrente de agressões físicas sofridas na casa onde morava com os tios. Apesar de o casal ter alegado inicialmente que a vítima sofreu uma convulsão e queda, a perícia e testemunhas apontaram sinais evidentes de violência, motivando a decretação da prisão preventiva do suspeito pela Polícia Civil.

Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, de 22 anos, tio da menina Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), em Porto Alegre. Ele é investigado pela morte da criança, que sofreu agressões no último domingo (16) e morreu após ser levada à UPA Bom Jesus.

Foto: arquivo pessoal / Porto Alegre 24 horas

O homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça por suspeita de homicídio. Segundo a Brigada Militar, ele foi localizado caminhando pela Avenida Azenha e detido pelos policiais. Nicolas foi encaminhado à 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (3ª DPCA) da Capital.

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Após prestar depoimento, o suspeito deverá ser levado ao Departamento Médico-Legal (DML). Desde a morte da menina, ele estava desaparecido. Foi o próprio tio quem ajudou a levar Samylle à unidade de saúde, onde ela já chegou sem vida.

A guarda judicial da criança pertencia à mãe, mas Samylle estava morando com os tios. A tia tinha um termo de responsabilidade emitido pelo Conselho Tutelar em julho.

A causa da morte foi apontada como politraumatismo. Conforme o relato da tia à polícia, ela chegou em casa e encontrou a menina ferida. Uma testemunha também afirmou que Nicolas teria agredido a criança depois que ela teria evacuado nas roupas.

Quando procuraram atendimento médico, o casal informou que Samylle teria sofrido uma convulsão e que os hematomas seriam consequência de uma queda durante uma brincadeira. A versão passou a ser investigada pela Polícia Civil diante dos sinais de violência identificados no corpo.

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A perícia descartou, até o momento, a ocorrência de violência sexual. Os exames também reforçaram as suspeitas de que a menina havia sofrido agressões. A investigação aguarda outros laudos oficiais para esclarecer as circunstâncias e a dinâmica da morte.

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