Quem é Janaina Miron, irmã de Ricardo Nunes presa após ser identificada pelo Smart Sampa

Advogada de 49 anos era procurada da Justiça e alvo de mandados de prisão por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante. Defesa alega que ela faz tratamento para dependência química ou de álcool

15 jan 2026 - 22h00

A advogada Janaina Reis Miron, de 49 anos, foi presa nesta quinta-feira, 15, quando passava por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Socorro, zona sul da capital paulista.

Ela era procurada da Justiça e alvo de mandados de prisão por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante. A polícia chegou a ela após Janaína ser identificada pelo programa de segurança Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo.

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Janaína, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, foi presa após ser identificada pelo Smart Sampa.
Janaína, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, foi presa após ser identificada pelo Smart Sampa.
Foto: Reprodução/Janaina Reis Miron via Facebook / Estadão

A advogada é irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e filha de Maria Do Céu Reis De Gouveia, que foi vereadora e presidente da câmara municipal de Embu Guaçu, também pelo MDB.

O advogado Alexandre Fanti, que representa a defesa de Janaína, declarou que informações preliminares apontam que ela faz tratamento para dependência química ou de álcool, e que ela estaria justamente na UBS para fazer a retirada de uma medicação.

O defensor afirmou, em entrevista coletiva, que Janaína é uma pessoa afastada da família e que já tem um histórico de recomendação de internação.

Sobre as acusações pelas quais foi detido, Fanti declarou aos jornalistas que não teve contato ainda com a advogada para ter mais detalhes. Ela deverá passar por audiência de custódia nesta sexta, 16.

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Nas redes sociais, Janaína costuma se manifestar politicamente à direita, em favor das candidaturas da mãe e, principalmente, a do irmão. Chegou, inclusive, a publicar uma foto ao lado dele na época do seu casamento.

Durante a pandemia, fez postagens defendendo o uso de vacinas e criticando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso em Brasília. Porém, é mais enfática nos protestos contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Lula.

Janaína Reis Miron postou foto ao lado do irmão nas redes sociais.
Foto: Reprodução/Janaina Reis Miron via Facebook / Estadão

Histórico criminal

Em outubro de 2022, Janaina foi presa por dirigir embriagada na Rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu, fazendo ziguezague na pista e quase colidindo contra outros veículos. Na abordagem, segundo os policiais, ela não portava documentos apresentava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro, resistiu à prisão e desacatou os agentes, que precisaram fazer uso de algemas.

Na época, os policiais identificaram que Janaina tinha antecedentes criminais por furto, maus tratos, lesão corporal dolosa e embriaguez ao volante, e transportava dois cães da raça pitbull no veículo.

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Janaina teria dito que não estava embriagada, mas que estava sob efeito de medicação e que era perigoso se aproximar do veículo por conta dos animais. Segundo os agentes, durante a abordagem, ela teria dito que os policiais eram um "bando de vagabundos, inferiores ao meu marido que é capitão da PM" e que estariam levando ela para a delegacia pois queriam dinheiro.

Inicialmente, Janaina foi condenada a prestação de serviços à comunidade, pagamento de prestação pecuniária e suspensão do direito de dirigir, mas oficiais de Justiça fizeram diversas tentativas frustradas de intimação.

Diante do descumprimento, o Ministério Público pediu a conversão da pena, o que foi acolhido pela Vara Criminal de Botucatu, com expedição de mandado de prisão definitivo, já comunicado aos órgãos de segurança. A Justiça de São Paulo converteu em pena de prisão em regime aberto a condenação/COLABORARAM ADRIANA VICTORINO E LÍVIA MACHADO

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