Uma investigação conduzida pela Promotoria de Justiça de Guaíba revelou o modus operandi de assessores e servidores comissionados suspeitos de fraude ao erário. O grupo registrava a presença no ponto biométrico da Câmara de Vereadores e abandonava o posto de trabalho logo após a marcação. O monitoramento indicou que a permanência de alguns investigados no local era inferior a dez minutos diários, configurando desvio de função.
O MPRS apurou que, após deixarem a sede do legislativo municipal, os funcionários se dedicavam a rotinas privadas. Entre as atividades externas identificadas estão o atendimento em escritórios de advocacia, prestação de serviços para empresas particulares, práticas esportivas e demandas de interesse pessoal dos próprios parlamentares. Para sustentar a fraude, o sistema eletrônico recebia justificativas falsas de ausência.
O conjunto probatório que sustentou a Operação Ponto Cego foi composto por depoimentos, gravações em vídeo e análises técnicas detalhadas coletadas ao longo do ano. O material apontou a repetição das práticas em diferentes datas e levou o judiciário a autorizar a busca e apreensão de documentos no parlamento. O objetivo atual da apuração é mensurar o prejuízo financeiro causado aos cofres públicos do município.
As autoridades buscam agora determinar a extensão da responsabilidade de terceiros e o envolvimento de agentes políticos no esquema estruturado. O Ministério Público gaúcho ressalta que as denúncias sobre este e outros casos correlatos podem ser encaminhadas de forma sigilosa. Os contatos oficiais são o correio eletrônico mpguaiba@mprs.mp.br e as linhas telefônicas de WhatsApp pelos números (51) 9567-1503 e (51) 3295-2868.
MPRS.