Falta de policiamento segue como principal preocupação dos paulistas, aponta Datafolha

Assaltos e tráfico de drogas aparecem na sequência entre os principais problemas apontados; medo da violência diminuiu em relação a 2022

9 jul 2026 - 08h57

A sensação de que faltam policiais nas ruas continua sendo a principal preocupação dos moradores do Estado de São Paulo quando o assunto é segurança pública. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra que 20% da população considera a falta de efetivo o maior problema da área. Embora o índice seja menor do que o registrado em 2022, quando era de 24%, a questão segue à frente de temas como assaltos e tráfico de drogas.

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O levantamento ouviu 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Falta de efetivo policial continua liderando as preocupações dos moradores de São Paulo
Falta de efetivo policial continua liderando as preocupações dos moradores de São Paulo
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Os assaltos aparecem em segundo lugar entre as principais preocupações dos entrevistados, citados por 11% dos paulistas, três pontos porcentuais a mais do que no levantamento anterior. Em seguida, vem o tráfico de drogas, mencionado por 8%, o dobro do registrado em 2022.

Outros problemas lembrados pelos entrevistados foram a sensação de insegurança de forma geral (7%), a impunidade ou a ineficácia das leis (6%), a atuação de facções criminosas e do crime organizado (4%) e o despreparo das forças policiais (4%).

A percepção de que faltam policiais nas ruas é compartilhada por diferentes grupos da população. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% apontam esse como o principal problema da segurança pública. Entre os eleitores do ex-governador Fernando Haddad (PT), o índice chega a 25%.

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A preocupação também varia conforme a idade e a região do Estado. Entre pessoas de 35 a 44 anos, 24% consideram a falta de policiamento o principal desafio da segurança pública, enquanto entre os jovens de 16 a 24 anos esse percentual é de 14%. Na capital e na Região Metropolitana de São Paulo, a queixa é mais frequente: 24% dos moradores apontam a escassez de policiais como principal problema, contra 17% no interior.

A percepção dos paulistas coincide com um efetivo da Polícia Militar menor do que o registrado há 25 anos. Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que a corporação tinha 79.603 policiais na ativa em maio deste ano. Em 2001, eram 84.404. O maior contingente da série histórica foi registrado em 2006, quando o Estado contava com mais de 90 mil policiais militares.

Embora a falta de policiamento siga liderando as preocupações, a pesquisa aponta uma redução no medo da violência em relação ao levantamento anterior. O percentual de paulistas que afirmam sentir muito medo de serem vítimas de assalto nas ruas caiu de 57%, em 2022, para 47% neste ano. Também diminuiu o receio de assaltos em semáforos, sequestros, balas perdidas e invasões a residências.

A queda na sensação de insegurança acompanha os indicadores criminais do Estado. Segundo a SSP, São Paulo registrou 970 homicídios entre janeiro e maio deste ano, a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2001, que o número de assassinatos ficou abaixo de mil nos cinco primeiros meses do ano. O balanço mais recente da secretaria também mostra redução da maior parte dos índices de criminalidade na comparação com o mesmo período de 2025.

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