Alexandre do Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga o susposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O caso é apurado pelas autoridades após o senador fazer uma postagem em sua conta no X, em 3 de janeiro de 2026, associando Nicolás Maduro, ex-líder da Venezuela, à Lula e atribuindo ao presidente brasileiro crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu na publicação.
Em abril, Moraes atendeu a um pedido da PF e determinou que a corporação abrisse um inquérito contra o senador para investigar caso. No último dia 26, a Corporação concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia e encaminhou o relatório para o STF.
“Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, diz o relatória da PF.
Em seguida, o ministro abriu vistas para a PGR, que pediu para que o caso voltasse à PF para que o pré-candidato fosse ouvido. Nesta terça, 7, Morares acolheu o pedido e deu dez dias para que o filho de Jair Bolsonaro (PL) para que as autoridades realizem a sua oitiva.
Até o momento, o senador não se manifestou sobre o caso.