Brasileiros sancionados pelos EUA por suspeita de elo com PCC são alvo da PF

Foram expedidos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba

3 jul 2026 - 07h22
(atualizado às 09h40)
Brasileiros sancionados pelos EUA por suspeita de ligação com o PCC são alvo da PF
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A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta sexta-feira, 3, a Operação Exchange com objetivo de desarticular um braço financeiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ação tem como alvos os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos Estados Unidos desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

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Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, foi sancionado pelo governo dos EUA
Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, foi sancionado pelo governo dos EUA
Foto: Reprodução/GloboNews / Estadão

Stella foi presa nesta manhã pela PF, enquanto Shimada está foragido. A reportagem busca contato com as defesas. 

Em nota, a PF diz que as "apurações indicam que os investigados utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras". 

Foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo. As ordens são cumpridas em endereços localizados na capital e nas cidades paulistas de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

A Justiça ainda determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.

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"As investigações prosseguem, e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos eventualmente identificados no curso da apuração", diz a PF.

Sancionados pelos EUA

Na quarta-feira, 1º, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Stella e Shimada, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o governo norte-americano, o grupo teria movimentado mais de US$ 30 milhões do tráfico internacional de drogas, além de outras atividades ilegais.

Shimada é suspeito de ser o líder do núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro do PCC. Ele seria um elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais. Ele já cumpriu prisão domiciliar no Brasil durante investigação relacionada a lavagem de recursos desviados do Sport Club Corinthians Paulista, em um esquema de fraude publicitária, segundo o Tesouro americano.

A Victory Trading, empresa ligada a Shimada, aparece na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre o caso "Vai de Bet", que apura um suposto esquema de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. Conforme a Promotoria, a empresa integrou a cadeia de movimentação do dinheiro antes de um repasse para a UJ Football Talent. 

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Já no caso de Stella, o Tesouro aponta a empresária como uma colaboradora próxima de Shimada. Ela auxiliava na coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie e prestava apoio logístico às operações da rede de lavagem de dinheiro para o PCC, segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA.

Fonte: Portal Terra
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