Ex-prefeito e delegado são alvos da PF em operação contra grupo suspeito de usar rede de combustíveis para lavagem de dinheiro no RJ

Conforme relatório do Coaf, grupo criminoso investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões

7 jul 2026 - 07h56
(atualizado às 08h36)
Grupo suspeito de usar rede de postos de combustíveis no Rio para lavagem de dinheiro é alvo da PF
Grupo suspeito de usar rede de postos de combustíveis no Rio para lavagem de dinheiro é alvo da PF
Foto: Reprodução/GloboNews

Uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) para lavagem de dinheiro é alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 7.

Segundo a PF, o esquema conta com a participação de agentes públicos. De acordo com o canal GloboNews, entre os alvos de buscas, estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, além do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. O Terra busca contato com a defesa dos citados.

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No total, os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende, e na capital fluminense.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e valores e de suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

As investigações apontam que o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF.

Os investigados no caso poderão responder por crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros crimes que poderão surgir ao longo das investigações.

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A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, que é coordenada pela PF e tem como finalidade desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635.

Fonte: Portal Terra
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