Adolescentes investigados pela morte do cão Orelha voltam ao Brasil após viagem aos EUA

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu os celulares dos menores; eles foram intimados para serem ouvidos

29 jan 2026 - 18h44
(atualizado às 19h22)
Resumo
Dois adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha retornaram ao Brasil após viagem aos EUA, tiveram celulares e roupas apreendidos e foram intimados a prestar depoimento sobre o caso que gerou grande comoção nacional.
Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis
Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis
Foto: Reprodução/Redes sociais

Os dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões ao cão comunitário Orelha retornaram ao Brasil. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Santa Catarina na tarde desta quinta-feira, 29. Os menores estavam em uma viagem “pré-programada” aos Estados Unidos após a morte do animal.

Segundo as autoridades, a Polícia Civil identificou a antecipação do voo de retorno ao Brasil por meio de um monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal. Ainda no Aeroporto Internacional de Florianópolis, em uma sala restrita, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, com a apreensão de celulares e roupas pertencentes aos menores.

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Eles também foram intimados a prestar depoimento. Ao todo, quatro adolescentes são apontados como autores do espancamento que resultou na morte de Orelha. O caso repercutiu nacionalmente e gerou revolta.

Entenda o caso

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O ataque brutal ao cão ocorreu na Praia Brava, região nobre do litoral catarinense, no último dia 15. O animal, que vivia há pelo menos dez anos na localidade, era cuidado por moradores e era considerado um cão comunitário.

Segundo o Ministério Público, Orelha sofreu agressões na região da cabeça e precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário, após tentativas de reversão clínica do quadro, devido à gravidade das lesões.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de ter praticado a agressão de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Na última terça-feira, 27, um advogado e dois empresários, familiares dos menores, foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. O inquérito policial foi encaminhado ao Fórum.

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As defesas dos adolescentes e dos indiciados não foram localizadas pela Terra.

Fonte: Portal Terra
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