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Cão Orelha: o que se sabe sobre a morte por maus-tratos do cachorro em SC

A morte do animal, que vivia há 10 anos em Praia Brava, gerou comoção nas redes sociais

28 jan 2026 - 12h20
(atualizado às 12h31)
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Resumo
A morte do cão Orelha, por maus-tratos em Florianópolis, gerou comoção e é investigada pela Polícia Civil, que apura a participação de adolescentes e a coação feita por familiares; medidas socioeducativas estão sendo analisadas.
Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis
Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis
Foto: Reprodução/Redes sociais

A morte por maus-tratos do cachorro Orelha, em Florianópolis, gerou revolta e comoção nas redes sociais. O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a participação de adolescentes e analisa imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas. Mas, afinal, o que se sabe até agora?

O ataque brutal ao cão ocorreu em Praia Brava, região nobre da capital catarinense, no último dia 15.  O cachorro, que vivia há pelo menos 10 anos na localidade, era cuidado por moradores e tido como cachorro comunitário.

O que se sabe sobre os autores do crime?

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte. Na segunda-feira, 26, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.

O que ocorre com o cão Orelha? 

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, e precisou sofrer eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso, devido à gravidade das lesões.

Alguém já foi indiciado?

A Polícia Civil informou, na terça-feira, 27, que um advogado e dois empresários, familiares dos adolescentes, foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. O inquérito policial foi remetido ao Fórum.

O que dizem as defesas?

As defesas dos adolescentes e dos indiciados não foram localizadas pelo Terra.

O que pode acontecer com os adolescentes?

Por serem menores de idade, a conduta dos adolescentes está sendo analisada como ato infracional pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Os jovens não podem ser presos pelo crime no regime comum. 

Após análise dos materiais reunidos pela Polícia Civil, o MP poderá definir quais serão as medidas socioeducativas aplicadas aos envolvidos.

O que dizem as autoridades de Santa Catarina?

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais no domingo, 25, que determinou a investigação imediata do crime.

“Na sexta-feira, 16, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado-geral a investigação imediata. A nossa polícia civil fez diligências, colheu provas e solicitou à justiça mandados, alguns dias após início da investigação. A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago”, escreveu.

Comoção da comunidade e repercussão nas redes sociais

A comunidade da Praia Brava lamentou a morte do cão. "Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem", descreveu a Associação dos Moradores da Praia Brava.

Nas redes sociais, o caso ganhou grande repercussão. 

Cão comunitário morre após ser baleado no interior do Paraná:
Fonte: Portal Terra
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