Cão Orelha: o que se sabe sobre a morte por maus-tratos do cachorro em SC
A morte do animal, que vivia há 10 anos em Praia Brava, gerou comoção nas redes sociais
A morte do cão Orelha, por maus-tratos em Florianópolis, gerou comoção e é investigada pela Polícia Civil, que apura a participação de adolescentes e a coação feita por familiares; medidas socioeducativas estão sendo analisadas.
A morte por maus-tratos do cachorro Orelha, em Florianópolis, gerou revolta e comoção nas redes sociais. O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a participação de adolescentes e analisa imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas. Mas, afinal, o que se sabe até agora?
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O ataque brutal ao cão ocorreu em Praia Brava, região nobre da capital catarinense, no último dia 15. O cachorro, que vivia há pelo menos 10 anos na localidade, era cuidado por moradores e tido como cachorro comunitário.
O que se sabe sobre os autores do crime?
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte. Na segunda-feira, 26, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.
O que ocorre com o cão Orelha?
Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, e precisou sofrer eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso, devido à gravidade das lesões.
Alguém já foi indiciado?
A Polícia Civil informou, na terça-feira, 27, que um advogado e dois empresários, familiares dos adolescentes, foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. O inquérito policial foi remetido ao Fórum.
O que dizem as defesas?
As defesas dos adolescentes e dos indiciados não foram localizadas pelo Terra.
O que pode acontecer com os adolescentes?
Por serem menores de idade, a conduta dos adolescentes está sendo analisada como ato infracional pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Os jovens não podem ser presos pelo crime no regime comum.
Após análise dos materiais reunidos pela Polícia Civil, o MP poderá definir quais serão as medidas socioeducativas aplicadas aos envolvidos.
O que dizem as autoridades de Santa Catarina?
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais no domingo, 25, que determinou a investigação imediata do crime.
“Na sexta-feira, 16, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado-geral a investigação imediata. A nossa polícia civil fez diligências, colheu provas e solicitou à justiça mandados, alguns dias após início da investigação. A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago”, escreveu.
Comoção da comunidade e repercussão nas redes sociais
A comunidade da Praia Brava lamentou a morte do cão. "Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem", descreveu a Associação dos Moradores da Praia Brava.
Nas redes sociais, o caso ganhou grande repercussão.
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