Professora de Direito atacada em faculdade de RO foi morta com a própria faca, diz polícia

Em depoimento, suspeito afirmou ter sido presenteado pela vítima com um doce, dentro de uma vasilha e acompanhado da faca

7 fev 2026 - 16h41
Professora Juliana Mattos de Lima Santiago, morta na noite de ontem, em sala de aula, por aluno do curso de direito
Professora Juliana Mattos de Lima Santiago, morta na noite de ontem, em sala de aula, por aluno do curso de direito
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de Rondônia revelou que a professora de Direito Juliana Santiago foi morta com a própria faca, segundo relato do suspeito do crime, o aluno João Junior. Em depoimento, ele afirmou que, na véspera do crime, foi presenteado pela vítima com um doce, dentro de uma vasilha e acompanhado da faca. 

Ao Terra, a corporação aponta que foi a mesma faca usada pelo suspeito para atacar a professora na sala de aula de uma faculdade particular de Porto Velho, na noite da última sexta-feira, 6. Juliana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. 

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Em depoimento, João afirmou que manteve relacionamento com a vítima e que teria ficado 'emocionalmente abalado' ao perceber que ela havia se afastado e retomado contato com um ex-companheiro. 

Ele disse, ainda, que esperou ter ficado sozinho com Juliana para discutir o relacionamento. No entanto, afirmou ter sido 'tomado por intensa raiva', momento em que atacou a professora e tentou fugir. Ele acabou contido por outro aluno, que também é policial militar.

O agente, por sua vez, relatou que estava em uma sala de aula ao lado, quando ouviu o som de gritos e objetos sendo quebrados. Ao sair, viu a professora ferida e o suspeito em tentativa de fuga. O PM, então, conseguiu imobilizar João Junior e deu voz de prisão. 

A professora chegou a ser levada com vida ao hospital. Ela deu entrada no Pronto-Socorro João Paulo II, segundo a imprensa local, mas não resistiu aos ferimentos.

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O crime ocorreu no Centro Universitário Aparício Carvalho. Em nota, a faculdade lamentou a morte da professora e decretou luto oficial de três dias.  Além de professora,  Juliana também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia. 

“Que o exemplo, a dedicação e a memória da Dra. Juliana Santiago, permaneçam vivos entre nós."

O caso foi registrado e é investigado como feminicídio pela Delegacia de Homicídios de Porto Velho. Os celulares do suspeito, que permanece preso, foram apreendidos e levados para perícia.

Fonte: Portal Terra
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