BMW Série 2 Gran Coupé muda de geração, mas mantém espírito jovem em pacote refinado

Preço é alto, mas sedã com porte de Corolla entrega design elegante, muitos equipamentos de série e desempenho empolgante

7 ago 2025 - 13h00

A segunda geração do BMW Série 2 Gran Coupé chegou sem fazer grande estardalhaço. Foi apresentada no Festival Interlagos em meio a entusiastas e à imprensa. O modelo chegou em duas versões, 220 M Sport e M235 xDrive, aposentando a de entrada 218i da antiga geração. Os preços agora partem de R$ 320.950, para a 220, e vão a R$ 479.950 para a de topo de linha.

O motor é 2.0 turbo nos dois modelos, mas com 204 cv e 317 cv de potência, respectivamente. A diferença está na tração, dianteira na versão 220 M Sport e integral na M235. Antes, o modelo de entrada usava um 1.5 turbo, que deixa de ser oferecido no Brasil. Além disso, o câmbio automático de oito marchas foi substituído pelo automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

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Por fora, a nova geração mantém linhas gerais conhecidas, com a BMW optando por uma evolução do desenho anterior. E isso não é algo ruim, já que o Gran Coupé é um sedã compacto elegante e charmoso. As portas não têm molduras nas janelas e o formato da carroceria traz um ar mais sofisticado.

Dianteira e traseira mudaram mais, com novos faróis, lanternas e para-choques. Os faróis agora têm luzes diurnas no novo padrão da BMW, como duas "garras". Assim, deixam para trás os icônicos aros iluminados. O carro cresceu 2 centímetros no comprimento e chega a 4,54 metros. O entre-eixos é o mesmo, com 2,67 m.

Isso se traduz em razoável bom espaço interno, limitado apenas pelo teto baixo do que pelo espaço para as pernas, especialmente no banco traseiro. Os bancos, aliás, são confortáveis e seguram bem o corpo em curvas e acelerações mais fortes.

O senão é o acabamento, que parece ter piorado em relação aos modelos anteriores. Há plástico rígido no painel e no console central, rugoso ao toque, o que causa estranheza. Os plásticos em geral não são de má qualidade e a cabine é bem elaborada, mas destoa da tabela de quase R$ 500 mil do M235.

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Pequeno foguete

Pudemos rodar rapidamente ao volante da versão de topo de linha M235 xDrive, que mostrou brilhar com seus 317 cv. A diferença é pouca em relação aos antigos 306 cv da geração anterior, mas não desabona o novo modelo. O quatro cilindros sobe de giro rápido, enchendo a turbina e fazendo o sedã disparar à frente.

O novo câmbio tem respostas rápidas, com trocas de marcha mais bruscas, dando ao modelo a "pinta" de esportivo que faltava. O modo mais esportivo de condução deixa o carro mais "viril" e faz o câmbio até dar alguns leves trancos nas mudanças.

A tração integral realça a segurança em curvas e se mostrou presente nas acelerações com "pé embaixo", evitando a perda de tração no eixo dianteiro, principalmente. A suspensão é firme, mas não se mostrou tão dura como em outros esportivos da marca.

Prós

Desempenho é instigante, com reações rápidas do câmbio e da direção. O acelerador é sensível e o carro é delicioso de guiar;

Contra

Acabamento não é ruim, mas a quantidade de plásticos na cabine destoa da tabela de quase R$ 500 mil da versão topo de linha.

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BMW M235 xDrive

  • Motor: 2.0, 4 cilindros, turbo, gasolina, dianteiro
  • Potência: 317 cv
  • Torque: 40,1 mkgf
  • Comprimento: 4,54 m
  • Largura: 1,80 m
  • Altura: 1,44 m
  • Distância Entre-Eixos: 2,67 m
  • Porta-malas: 430 litros
  • Aceleração 0-100 km/h: 4,9 segundos
  • Velocidade máxima: 250 km/h
  • Preço sugerido: R$ 479.950

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