As vendas da BYD caíram 41% na China; é o maior sinal de que algo muito mais grave está acontecendo em sua indústria

O mercado chinês parece estar desacelerando. E a BYD não é a única empresa que está sentindo isso

4 mar 2026 - 07h12
Foto: Xataka

A BYD registrou uma queda de 41% nas vendas na China em fevereiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O dado foi divulgado pelo site CarNewsChina, que também aponta que o resultado representa uma redução de 9,5% em comparação com janeiro passado, o que não convida ao otimismo.

O veículo destaca que essa queda coincide com um Ano Novo Chinês que, em 2026, dividiu completamente o mês de fevereiro. São dias em que as vendas inevitavelmente caem porque os cidadãos estão imersos na maior migração anual do mundo — e, neste ano, o período festivo foi um dos mais longos dos últimos tempos.

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Em 2025, essas festividades ocuparam os últimos dias de janeiro, o que permitiu que, no restante do mês, as vendas ganhassem ritmo, acentuando assim a comparação negativa atual.

A guerra de preços

As baixas vendas da BYD são agravadas por um mercado local que está estagnado. Para continuar estimulando as vendas, BYD, Tesla e Xiaomi estão oferecendo financiamentos com prazos de até sete anos. Algo comum no Brasil, mas uma raridade que está se consolidando na China — e que deixa claro outro detalhe: não há margem para continuar reduzindo os preços.

Já em janeiro, a Associação de Automóveis de Passageiros da China adiantou que as vendas haviam caído 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A situação era ainda mais complicada entre os veículos "de nova energia", como são chamados os híbridos plug-in, elétricos e elétricos com extensor de autonomia. Nesse caso, a queda chegou a 20%.

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