Quando a Tesla apresentou o Cybercab, um detalhe chamou a atenção mesmo antes de discutirmos autonomia, sensores ou lançamento comercial: ele tinha apenas dois assentos. Essa não foi uma decisão trivial. Por décadas, associamos táxis a carros capazes de transportar quatro passageiros, com o motorista na frente e um banco traseiro projetado para praticamente tudo.
Por isso, esse modelo sem volante ou pedais parecia, no mínimo, uma raridade. Agora, considerando o que vimos desde então, essa imagem começa a adquirir um significado diferente.
O interessante não é apenas que estejamos falando de carros autônomos, mas de veículos que podem ser concebidos de forma diferente desde o início. O táxi tradicional se baseava em uma arquitetura familiar: quatro ou cinco assentos, um banco do motorista e uma carroceria preparada para uma ampla variedade de usos.
Em contraste, um robotáxi projetado para uma frota pode se dar ao luxo de fazer uma pergunta mais precisa e específica: o que a maioria das viagens exige?
A resposta surge quando analisamos como esses serviços são utilizados. Há algum tempo, Marc Winterhoff, da Lucid, e Andrew Macdonald, da Uber, apontaram que mais de 90% das viagens da Uber transportam apenas um ou dois passageiros. Essa proporção ajuda a explicar por que os robotáxis de dois lugares estão começando a aparecer em mais projetos.
É importante não tratar esses dados como uma regra universal, pois cada cidade, serviço e caso de uso tem suas próprias nuances.
Nesse contexto, ...
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