Os últimos anos provaram que o passado ainda tem muito a dizer no presente dos videogames. Remakes de clássicos como Final Fantasy VII, Resident Evil 4, Super Mario RPG e mais recentemente Fatal Frame II, mostraram que revisitar obras históricas pode ser mais do que nostalgia: é uma forma de preservar e reinterpretar jogos que ajudaram a definir gêneros inteiros.
No universo dos RPGs, essa possibilidade é ainda mais fascinante. Muitos títulos que marcaram época nasceram em consoles limitados tecnicamente, com ideias ambiciosas que hoje poderiam florescer com gráficos modernos, sistemas refinados e narrativas mais elaboradas.
Pensando nisso, reunimos sete RPGs clássicos que ainda merecem um remake completo — não apenas para fãs veteranos, mas também para apresentar essas aventuras a uma nova geração de jogadores.
Chrono Trigger
Poucos RPGs são tão reverenciados quanto Chrono Trigger, lançado para o Super Nintendo em 1995. Desenvolvido por um verdadeiro “dream team” da indústria — incluindo criadores de Final Fantasy, Dragon Quest e o artista Akira Toriyama — o jogo se tornou um dos títulos mais influentes da história do gênero.
Sua trama de viagens no tempo, múltiplos finais e sistema de combate sem encontros aleatórios continuam surpreendentemente modernos. Um remake poderia expandir o mundo do jogo com cidades mais detalhadas, novas linhas narrativas e batalhas cinematográficas, preservando o charme do original enquanto aprofunda sua escala épica.
Phantasy Star
Lançado pela Sega em 1987 para o saudoso Master System, Phantasy Star criou uma experiência de RPG única na história do videogames até então. Diferente de muitos RPGs da época que apostavam em mundos medievais, Phantasy Star sempre seguiu um caminho próprio, misturando fantasia e ficção científica em um universo marcado por planetas distantes, tecnologia avançada e antigas ameaças cósmicas.
Um remake moderno poderia explorar todo o potencial do sistema estelar de Algol, expandindo a exploração entre planetas e recriando seus momentos mais dramáticos com uma apresentação contemporânea — algo que faria justiça a um RPG que ajudou a moldar o gênero no final dos anos 1980, e quem sabe abrir caminho para os remakes de suas ótimas sequências.
Xenogears
Entre os RPGs mais cultuados do primeiro PlayStation, Xenogears é lembrado por sua narrativa complexa, que mistura filosofia, religião, política e ficção científica.
No entanto, o jogo também é famoso por seu desenvolvimento conturbado. O segundo disco, em especial, resume eventos importantes em longos segmentos narrativos em vez de permitir que o jogador os vivencie.
Um remake poderia finalmente apresentar a história da forma como seus criadores imaginaram originalmente, transformando Xenogears na experiência épica que ele sempre prometeu ser.
Skies of Arcadia
Lançado originalmente no Dreamcast e depois no GameCube, Skies of Arcadia conquistou fãs com seu espírito aventureiro. A história acompanha piratas do céu explorando um mundo formado por ilhas flutuantes, com batalhas aéreas e uma atmosfera de descoberta que lembra clássicos da literatura de aventura.
Com tecnologia moderna, esse universo poderia ganhar uma escala impressionante — explorando os céus com mapas maiores, cidades vibrantes e combates aéreos ainda mais estratégicos.
Vagrant Story
Criado por Yasumi Matsuno, o mesmo diretor de Final Fantasy Tactics, Vagrant Story é um RPG singular. Ambientado no sombrio reino de Ivalice, o jogo mistura exploração de masmorras, combate estratégico e uma narrativa política madura, com diálogos densos e atmosfera quase teatral.
Apesar do status cult, o título nunca recebeu continuações ou remakes. Uma nova versão poderia modernizar seu sistema de combate — considerado complexo até para padrões da época — enquanto mantém o tom adulto que o tornou tão marcante.
Golden Sun
Durante a era do Game Boy Advance, Golden Sun foi um dos RPGs mais impressionantes tecnicamente do portátil. O jogo combinava gráficos detalhados, puzzles ambientais criativos e um sistema mágico baseado nos Djinn, criaturas elementais que modificavam habilidades e estratégias.
Embora a série tenha tido continuações, ela permanece adormecida há mais de uma década. Um remake poderia revitalizar o universo e talvez reacender o interesse por novos capítulos.
Wild Arms
Quando chegou ao primeiro PlayStation em 1996, Wild Arms mostrou que ainda havia espaço para reinventar as fórmulas clássicas dos RPGs japoneses. Em vez de reinos medievais tradicionais, o jogo apresentou Filgaia, um mundo que mistura fantasia com elementos de faroeste, tecnologia antiga e desertos que lembram filmes de western.
Um remake poderia expandir o mundo de Filgaia, modernizar seus sistemas de exploração e combate e transformar esse clássico cult em uma nova porta de entrada para uma franquia que marcou profundamente os fãs de RPG nos anos 1990.