Como chega a Suíça para a Copa do Mundo

Em ciclo marcado por um ataque muito positivo, boa campanha na Euro e tenta fazer valer a sua força no Mundial

14 mai 2026 - 07h36
Nati se classificou de forma invicta nas Eliminatórias –
Nati se classificou de forma invicta nas Eliminatórias –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

Depois de ficar entre as oito melhores do continente e com uma campanha invicta nas Eliminatórias, a Suíça chega à Copa do Mundo em busca de voos maiores. Afinal, a seleção quer deixar cada vez mais aquela impressão de equipe retranqueira para trás e querendo trazer o seu potencial ofensivo ao torneio.

O ciclo começou com um bom início nas Eliminatórias da Euro, com goleada contra Belarus e vitória para cima de Israel e Andorra. Entretanto, a campanha da Nati não se manteve em alta, com empates contra Romênia, Kosovo, duas vezes, Belarus e Israel, venceu apenas Andorra, mais uma vez, e perdeu para os romenos na última rodada. Entretanto, conseguiu a classificação para o torneio, já que o grupo ficou marcado pelo equilíbrio.

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Em preparação para o torneio, a Suíça realizou quatro amistosos, empatando com Dinamarca e Áustria, vencendo a Irlanda e goleando a Estônia. Na Euro, estreou com vitória contra a Hungria e empatou com Escócia e Alemanha, passando na segunda colocação do seu grupo. Nas oitavas, teve uma boa atuação e eliminou a Itália. Porém, nas quartas, conseguiu manter o nível, mas caiu para a Inglaterra, nos pênaltis.

Nati se classificou de forma invicta nas Eliminatórias –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

Entretanto, na Liga das Nações, a seleção teve uma campanha muito abaixo do esperado. Afinal, nos três primeiros jogos, perdeu para Dinamarca, Espanha e Sérvia. Depois, até conseguiu empatar com dinamarqueses e sérvios e encerrou com mais uma derrota para os espanhóis, decretando o rebaixamento. No sorteio das Eliminatórias, caiu em um grupo com quatro seleções e conseguiu realizar amistosos no começo de 2025. No primeiro, empatou com a Irlanda do Norte, mas depois venceu Luxemburgo, México e Estados Unidos, as duas últimas por goleada.

Nas Eliminatórias, conseguiu fazer o inverso do torneio continental, com três vitórias nos primeiros jogos, contra Kosovo, Eslovênia e Suécia. Depois, empatou com os eslovenos, mas goleou os suecos, encaminhando a vaga no Mundial. Por fim, a classificação veio em um empate fora de casa contra os kosovares.

Em preparação para o Mundial, a Nati perdeu para a Alemanha em um jogo movimentado, por 4 a 3, e empatou sem gols com a Noruega. No momento, a Suíça ocupa a 19ª posição do ranking da Fifa.

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O destaque

Em uma geração com jovens jogadores que despontam no cenário europeu, o destaque vai para o experiente Granit Xhaka. Aos 33 anos, o volante vai para sua quarta Copa do Mundo pela Suíça, e como capitão da seleção, é o centro das atenções de uma seleção que quer dar um passo a mais.

Em 2014, Xhaka esteve nos quatro jogos da Suíça na Copa no Brasil e marcou um gol contra a França, na fase de grupos. Já em 2018, mais experiente, Xhaka também fez os quatro jogos da equipe no Mundial e deixou um golzinho na vitória histórica contra a Sérvia, com uma comemoração fazendo referência à bandeira da Albânia junto com Shaqiri. Em 2022, mais uma vez Xhaka esteve presente nos quatro jogos, mas não marcou.

Xhaka é a grande referência da seleção suíça –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

O jogador iniciou sua carreira no Basel e depois se transferiu para o Borussia Mönchengladbach. No clube alemão, conseguiu destaque, chamando a atenção do Arsenal. Pelos Gunners, permaneceu por sete temporadas, onde atuou em 225 partidas. Após isso, retornou à Alemanha, defendendo o Bayer Leverkusen, participando do elenco que conquistou a Bundesliga. Recentemente, retornou à Premier League, com a camisa do Sunderland, onde atua atualmente.

O comandante

Indo para a segunda Copa no comando da seleção, Murat Yakin mostra uma seleção que conseguiu trazer evoluções. Afinal, teve um ciclo em que, mais uma vez, bateu de frente contra as seleções europeias na Eurocopa. Além disso, a potencialização do ataque foi um dos fatores que ficou marcado na campanha invicta da seleção nas Eliminatórias.

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Yakin comanda a Suíça pela segunda vez na Copa –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

Pela Nati, já são 57 jogos, com 24 vitórias, 20 empates e 13 derrotas, além de 97 gols marcados. Como jogador, Yakin defendeu a seleção por dez anos, entre 1994 e 2004. Porém, nunca disputou a Copa, apesar de ter sido capitão na Euro de 2004.

Campanha em Copas

A Suíça disputa na América do Norte a sua 13ª Copa. A seleção estreou em 1934, quando caiu ainda na primeira fase. Retrospecto que se repetiu em 38 e 50. Entretanto, como anfitriã, em 54, teve sua melhor campanha, indo até as quartas de final, sendo eliminada pela Áustria, perdendo por 7 a 5, no jogo com mais gols na história das Copas. Nas participações seguintes, em 62 e 66, não passou da fase de grupos.

Suíça enfrentou o Brasil nas duas últimas Copas –
Foto: Lucas Figueiredo/CBF / Jogada10

Depois disso, os suíços demoraram 28 anos para voltar ao torneio. Em 1994, chegaram até as oitavas de final, quando caíram para a Espanha. Após mais uma ausência de oito anos, retornaram em 2006, em uma campanha onde não sofreram gols, mas caíram nas oitavas para a Ucrânia, nos pênaltis. Em 2010 surpreendeu ao vencer os espanhóis na primeira rodada, mas não passou da fase de grupos. Na sequência, em 14, 18 e 22, chegou até as oitavas, mas caiu três vezes nesta fase, para Argentina, Suécia e Portugal, respectivamente. Inclusive, nas duas últimas edições, a Nati esteve no mesmo grupo do Brasil.

Time-base

Kobel; Widmer, Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez; Aebischer, Freuler e Xhaka; Ndoye, Vargas e Embolo.

O país

A Suíça fica localizada no meio da Europa, na região dos Alpes, conhecida pela sua tranquilidade e qualidade de vida. O país tem uma área de 41.285 km², uma população de 9.060.598 habitantes e sua capital é Berna.

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Ao longo da história, o país ficou conhecido pela sua neutralidade durante os conflitos do continente. Inclusive, a Suíça abriga a sede das Nações Unidas. Os suíços possuem um conselho federal como sistema de governo, que tem Guy Parmelin como presidente, que conta com quatro conselheiros, além de seu vice, e Viktor Rossi como chanceler. A economia tem muita força nos setores financeiros e bancários, por conta da gestão de fortunas e negócios.

Celebridades

O grande nome da história da Suíça tem ligação com os esportes. Afinal, Roger Federer se consagrou como o maior vencedor de Grand Slams do tênis. Ao todo, foram 20 conquistas nos principais torneios da categoria, além de 103 títulos de ATPs e mais de 300 semanas como número um do mundo.

Federer é um dos maiores nomes da história do tênis –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

Além disso, o país conta com nomes conhecidos no mundo da música, como Sophie Hunger, Stefanie Heinzmann, Gölä, Melanie Oesch, Seven e Stress. Outra característica da Suíça é a presença de celebridades que optaram por morar lá, como a família do piloto alemão Michael Schumacher.

Suíços nunca venceram um duelo de mata-mata em Mundiais –
Foto: Divulgação/@nati_sfv_asf / Jogada10

O que esperar da Suíça

Pela primeira vez em Mundiais, os suíços terão que lidar com o favoritismo dentro de um grupo. Afinal, com a chave composta por Bósnia, Canadá e Qatar, a seleção tem o melhor rendimento do ciclo e tem condições de passar na primeira colocação. Resta saber se a pressão vai influenciar a seleção ou será uma armadilha dentro do torneio. Caso se confirme a expectativa, o foco vai para o retrospecto no mata-mata, onde nunca conseguiu vencer um confronto. Porém, os resultados nas últimas Euros mostram que a Suíça tem potencial para bater de frente com as grandes, resta esperar que isso seja comprovado em campo.

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