Neymar pode dar ao Santos o que o Corinthians já tem na Neo Química Arena

3 nov 2026 - 20h31
Resumo
Com a articulação de Neymar e de sua empresa, a NR Sports, o Santos planeja investir cerca de R$ 13,5 milhões na instalação de gramados híbridos na Vila Belmiro e em dois campos do CT Rei Pelé. Inspirado no piso da Neo Química Arena, do Corinthians, o projeto visa sanar queixas do elenco e do técnico Cuca sobre a drenagem e a qualidade dos gramados. As reformas, que duram cerca de 60 dias por campo, podem fazer o clube mandar os primeiros jogos do Paulistão de 2027 em outro estádio.

As condições dos campos usados pelo Santos motivaram um planejamento de mudanças na estrutura do clube. Neymar participou das conversas sobre o projeto e apontou um estádio de um rival paulista como referência para o novo piso da Vila Belmiro.

Foto: Neymar. Raul Baretta/ Santos FC. / Gávea News

O camisa 10 pediu um gramado inspirado no da Neo Química Arena, do Corinthians, conforme informação do jornalista Lucas Musetti. A proposta envolve a adoção de um sistema híbrido, que reúne grama natural e fibras sintéticas para aumentar a resistência da superfície usada pelos atletas.

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A reforma não se limita ao estádio. O planejamento também inclui dois campos do CT Rei Pelé. O orçamento para as três intervenções é de aproximadamente R$ 13,5 milhões, com uma estimativa de R$ 4,5 milhões por campo. O financiamento é articulado com parceiros do Santos, entre eles a NR Sports, empresa da família de Neymar.

A World Sports, responsável pela manutenção dos campos, recebeu autorização para iniciar o primeiro gramado do CT em sexta-feira (20 de novembro). A intervenção no segundo espaço começaria após a liberação do primeiro, preservando uma área para a rotina do elenco.

Para a Vila Belmiro, a previsão apresentada era segunda-feira (7 de dezembro), depois do Campeonato Brasileiro. O prazo estimado de cada obra é de cerca de 60 dias. Com isso, o Santos poderá precisar de outro estádio nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista de 2027.

As reclamações que antecederam o projeto envolveram jogadores e o técnico Cuca. A situação ganhou visibilidade após o empate com o Bahia, quando a chuva provocou poças na Vila. O treinador também havia apontado problemas nos campos de treinamento, ampliando a discussão para além dos jogos realizados no estádio.

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"Eu sou adepto a uma coisa: o campo ruim favorece o jogador técnico. O cara que não tem a técnica, já domina mal no campo bom, imagina no campo ruim. E o cara que tem a técnica, no campo ruim ele tem o dom de dominar, arrumar uma bola errada, ele é favorecido em algum momento. Não estou defendendo campo ruim, mas é o que eu falo para eles para eles não ficarem chorando, é isso o que a gente tem", disse o técnico.

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