Cuca encosta reforços que custaram R$ 54 milhões ao Santos

Investimento em contratações e custos salariais pressionam o planejamento para 2027

2 nov 2026 - 16h31
(atualizado às 16h31)
Resumo
A diretoria do Santos debate o futuro de Thaciano, Moisés e Gustavo Caballero, reforços que custaram R$ 54,2 milhões, além do emprestado Gabriel Menino, todos escanteados pelo técnico Cuca na reta final da temporada. O baixo rendimento e a perda de espaço desses atletas caros preocupam a gestão de Marcelo Teixeira, que busca organizar as finanças para 2027 e agora precisará decidir entre mantê-los no elenco ou negociá-los no mercado para conseguir aliviar a folha salarial do clube alvinegro.

O Santos tem um problema de R$ 54,2 milhões para administrar. Thaciano, Moisés, Gustavo Caballero e Gabriel Menino perderam espaço com Cuca na reta final da temporada e deixaram de representar alternativas frequentes para a comissão técnica.

Foto: Raul Baretta/ Santos
Foto: Raul Baretta/ Santos
Foto: Raul Baretta/ Santos / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria alvinegra vem debatendo internamente o aproveitamento de contratações que consumiram recursos importantes do clube. A situação chama atenção pelo contraste entre o investimento realizado e a utilização dos jogadores.

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Enquanto o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, busca reorganizar as finanças e montar um elenco competitivo para 2027, quatro atletas que chegaram com expectativas diferentes passaram a ocupar posições secundárias no grupo.

Thaciano representa a maior parcela desse investimento. Contratado junto ao Bahia, o atacante custou R$ 29,3 milhões ao Peixe. Apesar de ter recebido oportunidades durante a temporada, perdeu espaço na reta final e deixou de ser aproveitado por Cuca.

O caso evidencia a dificuldade de transformar um investimento expressivo em rendimento esportivo consistente. O jogador chegou com expectativa de contribuir ofensivamente, mas não conseguiu assegurar uma posição na equipe.

Cuca reduz espaço de reforços milionários

Moisés também enfrenta dificuldades no Santos. Contratado após passagem pelo Fortaleza, o atacante custou R$ 15,6 milhões. Inicialmente, recebeu oportunidades, mas perdeu protagonismo ao longo da temporada.

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Uma lesão no tornozelo prejudicou sua sequência, e o retorno não foi suficiente para recuperar a confiança da comissão técnica. Com a concorrência no setor ofensivo, o jogador passou a ocupar uma posição secundária nos planos de Cuca.

Gustato Caballero e Gabriel Menino completam a lista

Gustavo Caballero custou R$ 9,3 milhões ao Santos, em negociação com o Nacional, do Paraguai. O atacante chegou como uma aposta para fortalecer o setor ofensivo, mas também perdeu espaço desde a chegada de Cuca.

A baixa utilização na reta final indica que ainda não conseguiu convencer o treinador de que merece uma sequência entre os titulares. Gabriel Menino completa a relação. Emprestado pelo Atlético-MG até dezembro, o volante não conseguiu se firmar no meio-campo santista.

Santos terá de rever investimentos para 2027

Somados, Thaciano, Moisés e Caballero representam R$ 54,2 milhões em valores de contratação. A conta não inclui os salários de Gabriel Menino, que ampliam o custo de manutenção do grupo, que será devolvido ao Galo.

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O problema não está apenas no dinheiro já desembolsado. O alto comando alvinegro precisa avaliar o futuro de jogadores que perderam espaço, mas continuam vinculados ao clube ou geram despesas contratuais.

Em um cenário de necessidade de controle financeiro, manter atletas com participação reduzida representa um obstáculo para a montagem do elenco. O Santos terá de decidir se mantém os investimentos ou se procura interessados no mercado para reduzir a folha salarial.

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