Após taça, Muricy se enerva de novo com repórter: "vai tomar porrada"

27 set 2012 - 09h06
(atualizado às 14h21)
Diego Garcia
João Henrique Marques
Direto de São Paulo

O técnico Muricy Ramalho voltou a se irritar em uma entrevista. Nesta quarta-feira, após conquistar seu quarto título pelo Santos - a Recopa Sul-Americana, depois de vencer a Universidad de Chile por 2 a 0, no Estádio do Pacaembu -, o treinador se enervou com a pergunta de um repórter, que questionou alguma influência da diretoria na escolha de Neymar como capitão da equipe alvinegra.

"Eu ainda tenho que ouvir isso... É um pouquinho de maldade você fazer essa pergunta, vai tomar porrada toda vez que a gente se trombar aqui. Tem maldade sim. Não tem negócio de diretoria aqui. É o time que eu trabalho e quem dirige sou eu. A diretoria dirige o clube e eu dirijo o time. Não é a primeira vez que o Neymar é o capitão. Ele se sente bem sendo o capitão e não tem nada demais trocar o capitão. Aqui não tem esse papo de empurrar as coisas. Perguntou, vou falar. Comigo não tem esse negócio de impor as coisas, eu faço as coisas no meu time. Perguntou, toma porrada", esbravejou Muricy.

O treinador já demonstrou irritação em algumas entrevistas pelo Santos, assim como nos demais clubes onde trabalhou, principalmente quando escuta algum questionamento que lhe é contrário. Nesse caso, o repórter perguntou se o capitão não deveria ter sido Léo, o mais experiente do grupo. Muricy, depois, explicou que foi um pedido do camisa 11 receber a braçadeira, e ainda elogiou a atuação do time alvinegro.

"Não me apego muito a essas coisas, o Neymar pediu ao Tata (auxiliar técnico) da outra vez para ser capitão. Uma vez é Arouca, outra Durval, Léo, e ele pediu e pensei: 'por que não'? E hoje o Tarta deu a ideia, mandei perguntar ao Léo e para ele, porque o moleque queria ser capitão, não tem nada demais", disse o treinador santista. "Não pedi, foi um presente do Muricy", desconversou, entretanto, Neymar."Esse ano fizemos alguns grandes jogos, jogamos bem em alguns jogos da Libertadores e no Brasileiro sentimos um pouco. Se não marca bem o nosso time você não tem chances. O lado esquerdo da La U era fortíssimo, a gente estava devendo uma boa apresentação, mas a grande dificuldade que eu tenho é na mudança da equipe. Estamos oscilando demais, se mantermos uma regularidade já penso no ano que vem", finalizou Muricy. O Santos volta a campo no domingo, contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro.

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fonte: Terra
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