O Santos segue sem patrocínio máster após a saída da casa de apostas "7K", ocorrida há cerca de 20 dias, e busca novos parceiros para quatro espaços disponíveis no uniforme. A direção conduz negociações desde janeiro de 2026, quando ocorreu o rompimento contratual, mas ainda não fechou acordo para o principal espaço da camisa. As informações são do "ge".
Nesse contexto, a direção identifica uma retração no mercado de casas de apostas e amplia as conversas para outros segmentos. Na visão do clube, a dificuldade para avançar nas tratativas é surpreendente, em especial pela presença de Neymar e Gabigol, jogadores com forte apelo midiático, no elenco.
Além do espaço principal, o Santos oferece outras três propriedades comerciais no uniforme. São eles: o máster das costas superiores da camisa, a barra frontal inferior e a parte traseira inferior do calção. O clube tenta negociar esses ativos de forma conjunta ou separada. Apesar da dificuldade, a diretoria ainda mantém diálogo com algumas empresas do setor de apostas.
A 7K firmou contrato com o Santos em abril de 2025 por dois anos, em acordo que previa R$ 105 milhões fixos, com R$ 51 milhões no primeiro ano e R$ 54 milhões no segundo. Com metas, o valor total poderia alcançar R$ 150 milhões. Entretanto, o contrato terminou em janeiro de 2026. Desde então, dirigentes reconhecem, de forma informal, a dificuldade de atingir cifras semelhantes nesta temporada. O clube trabalha com projeção de até R$ 40 milhões anuais para o patrocínio máster.
Santos busca patrocínio para ganhar tranquilidade financeira
Com dificuldades financeiras, a assinatura de um novo acordo de patrocínio máster é vista pelo Santos como fundamental para aliviar a pressão nos cofres do clube. O Peixe possui um elenco considerado caro, com jogadores que recebem salário fora do padrão estabelecido pela direção na disputa da Série B, em 2024.
Além de Neymar e Gabigol, estão nesse grupo o lateral-direito Mayke, o volante Willian Arão, o meia Rollheiser e os atacantes Billal Brahimi, Tiquinho Soares e Barreal. O custo desse grupo de jogadores gira em torno de R$ 12 milhões.
Diante dessa situação, o Santos decidiu que usará uma parte do valor da transferência do lateral-esquerdo Souza, vendido para o Tottenham (Inglaterra), para manter os salários do elenco em dia. O Peixe recebeu quase R$ 95 milhões pela transferência de Souza. Desse total, o clube possui direito a 87,5% do montante. Assim, mais de R$ 82 milhões devem entrar no caixa e servir como base para o planejamento financeiro ligado ao elenco profissional. O plano da direção é usar a maior parte desses recursos para assegurar a pontualidade nos salários.
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