Patrocinador do Palmeiras entra em recuperação judicial, e clube avalia ações com jurídico

Fictor tem o segundo maior acordo de patrocínio do clube e estampa a marca nas camisas do time profissional e da base

2 fev 2026 - 15h37
(atualizado às 15h37)
Palmeiras e Fictor assinaram contrato de patrocínio em março de 2025 –
Palmeiras e Fictor assinaram contrato de patrocínio em março de 2025 –
Foto: Fabio Menotti/Palmeiras / Jogada10

O departamento jurídico do Palmeiras avalia o que fazer após o pedido de recuperação judicial da Fictor Holding Financeira, uma das patrocinadoras do clube. A empresa protocolou o pedido no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado São Paulo) no último domingo (1º). A empresa, que entrou em crise após se envolver com a crise do Banco Master, afirma possuir débitos superiores a R$ 4 bilhões.

"O Palmeiras tomou ciência na manhã desta segunda-feira (2), por meio da imprensa, do pedido de recuperação judicial realizado pelo Grupo Fictor. O caso está sob análise do Departamento Jurídico do clube para que sejam adotadas as medidas pertinentes", disse o Palmeiras sobre o caso em nota.

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Palmeiras e Fictor assinaram contrato de patrocínio em março de 2025. O acordo prevê a exposição da marca no espaço principal da camisa das categorias de base e nas costas da camisa do time profissional. O contrato firmado entre as partes é de R$ 30 milhões por temporada, sendo R$ 25 milhões fixos e mais R$ 5 milhões em bônus. A duração é de três anos, com possibilidade de extensão por mais uma temporada.

O valor faz deste acordo o segundo maior do Palmeiras, atrás apenas da SportingBet, patrocinadora máster do elenco profissional. Vale lembrar que o site de apostas não pode estampar sua marca na camisa dos times de categorias de base.

Palmeiras e Fictor assinaram contrato de patrocínio em março de 2025 –
Foto: Fabio Menotti/Palmeiras / Jogada10

Entenda o envolvimento da Fictor com a crise do Banco Master

Apesar da crise, a Fictor não atrasou pagamentos ao Palmeiras até o momento. Ainda assim, segundo a "ESPN" o nome do clube aparece em uma planilha de credores com um valor de aproximadamente R$ 2,6 milhões.

Em novembro, um dos sócios da Fictor fez uma proposta pela aquisição do Banco Master, que acabou liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. Este movimento, segundo a empresa, afetou a reputação do grupo por "especulações que geraram um grande volume de notícias negativas". Em nota, a empresa afirmou que o pedido de recuperação judicial "visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros".

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