O lateral-direito Danilo, um dos jogadores mais experientes da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, reconheceu que a Amarelinha não está no mesmo nível de França e Argentina, mas avaliou que a equipe liderada por Carlo Ancelotti pode "chegar longe".
O jogador do Flamengo, que teve uma longa passagem pela Juventus, destacou que o plantel verde-amarelo precisa ter "maturidade" dentro de campo e declarou que o primeiro tempo do Brasil contra Marrocos "foi completamente aquém daquilo que a camisa da seleção exige".
"Eu falei: 'Pessoal, nós temos que ser claros, nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem'. O que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel e provar que podemos chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes", disse o lateral em coletiva de imprensa.
Danilo analisou que as outras seleções "melhoraram" e que o futebol teve uma grande evolução, fazendo com que "todo mundo ficasse muito igual". O atleta do Flamengo ainda mencionou que "a diferença entre ganhar, perder e empatar é pequena".
"O Brasil está na primeira fileira, sim, e sempre vai estar, a não ser que aconteça um desastre muito grande e o país pare de produzir jogadores como produz hoje. Não acho que o Brasil mudou de patamar; ele continuou na primeira fileira. Obviamente, isso foi construído não por mim nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status", afirmou.
"Nossa obrigação é tentar ao máximo honrar isso e, se tivermos a possibilidade, com muita entrega e espírito de sacrifício, de conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso", acrescentou.
O jogador ainda mencionou que a escalação para a partida contra o Haiti, marcada para a próxima sexta-feira (19), está "70% definida" pelo italiano Ancelotti. .