O que explica o fascínio duradouro por personagens como Batman, Superman, Tarzan ou Oliver Twist? Ou até mesmo por nomes do futebol, amados por uma grande fã base, como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo...? Para Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra francês conhecido mundialmente por seus estudos sobre resiliência, a resposta não está na perfeição desses "heróis", mas justamente em suas cicatrizes!
Em uma reflexão destacada pelo portal espanhol Cuerpo y Mente, o especialista afirma que essas figuras exercem um papel importante na forma como os seres humanos lidam com as próprias dificuldades e imaginam possibilidades de transformação.
"Precisamos de heróis porque, em suas lutas, reconhecemos as nossas; em suas quedas, nossos tropeços; e em seu renascimento, a esperança de poder mudar", escreveu Cyrulnik no livro "(Super)Heróis. Por que precisamos deles?", publicado em 2016.
Por que admiramos heróis?
Segundo o Cuerpo y Mente, a admiração por heróis não se resume ao entretenimento. A identificação com essas figuras pode funcionar como uma espécie de ensaio para a própria vida.
A publicação cita os estudos do psicólogo canadense Albert Bandura, criador da Teoria da Aprendizagem Social. De acordo com o pesquisador, as pessoas não aprendem apenas por meio das próprias experiências, mas também observando o comportamento de outras pessoas.
Foi Bandura quem defendeu que grande parte da conduta humana é adquirida por observação de modelos. Sob essa perspectiva, personagens admirados podem atuar co...
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