Vídeo: torcida em fúria incendeia palácio do governo em protesto contra a arbitragem

Protesto de fãs do Al-Ittihad, da Líbia, começou após decisão da arbitragem em jogo contra o Al-Suwaihli; confusão deixou feridos

15 mai 2026 - 10h21
(atualizado às 10h21)

Um protesto de torcedores do Al-Ittihad, da Líbia, tomou proporções devastadoras nesta quinta-feira na capital Trípoli.  Um grupo incendiou a fachada e o jardim da sede do Governo de Unidade Nacional em protesto contra uma decisão da arbitragem durante uma partida do Campeonato Líbio, contra o Al-Suwaihli.

A partida aconteceu no estádio municipal de Tarhouna, a cerca de 65 km de Trípoli. No entanto, o confronto terminou em caos absoluto aos 42 minutos do segundo tempo, quando jogadores e torcedores do Al-Ittihad contestaram a arbitragem pela não marcação de um pênalti.

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Jogo entre Al-Ittihad e Al-Suwaihli foi interrompido a três minutos do fim – Reprodução de vídeo
Jogo entre Al-Ittihad e Al-Suwaihli foi interrompido a três minutos do fim – Reprodução de vídeo
Foto: Jogada10

Parte da torcida invadiu o gramado, provocou tumulto e danificou estruturas do estádio. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ouvir o som de armas de fogo sendo disparadas enquanto os jogadores cercam o árbitro. Além disso, agentes de segurança ficaram feridos durante a confusão.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram guardas com ferimentos graves sendo levados para hospitais. Em Trípoli, torcedores que acompanhavam o jogo no complexo do clube foram até a sede do governo e lançaram fogos de artifício em direção ao prédio. Parte da fachada do edifício pegou fogo e, assim, uma densa fumaça preta tomou conta da área.

Veja o vídeo:

Após o episódio, inclusive, o Al-Ittihad pediu, em comunicado, uma "revisão completa" das decisões da arbitragem na partida. O governo liderado pelo primeiro-ministro Abdulhamid Dbeibah ainda não comentou oficialmente o caso.

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A Líbia enfrenta um cenário de instabilidade política e conflitos internos desde a queda do ditador Muammar Gaddafi, em 2011 após uma revolta apoiada pelos países membros da Otan.

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